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Betty Antunes de Oliveira
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Betty Antunes de Oliveira é atualmente uma das organistas mais antigas
da PIBRJ. Seu currículo revela um exemplo a ser seguido.
Dedicação, perseverança, submissão e
disposição à vontade de Deus foram e são até
hoje, os pilares para essa vida que, pela Graça de Deus, vem multiplicando
seus talentos na Causa. Além da música, dedicou sua vida à
árdua tarefa de pesquisa da Hisória dos Batistas no Brasil.
Como fruto dessa pesquisa nasceram os livros: Movimento de Passageiros Norte
Americanos no Porto do Rio de Janeiro de 1860 - 1890 (1981), Centelha em
Restolho Seco, Uma contribuição para a História dos
Primórdios do Trabalho Batista no Brasil (1985 e 2005), Biografia
de Antônio Teixeira de Albuquerque, o Primeiro Pastor Batista Brasileiro
- 1880. (1982), North American Imigrantion to Brazil. Tombstone Reconds of
the Campo Cemetery, Sta. Barbara, SP (1978) e Do Arado ao Cajado (Biografia
do Pastor Ricardo Pitrowsky em comemoração), 1991 (inédito).
É autora de vários impressos relativos ao trabalho na área
de imigração norteamericana e pomerana (alemã) para
Santa Bárbara do Oeste e Rio Grande do Sul respectivamente, genealogia
e história de famílias, organização biográfica
e coleta de dados. Seu trabalho foi reconhecido pela Academia Evangélica
de Letras do Brasil, pelo Colégio Brasileiro de Genealogia do Rio
de Janeiro e pela Associção Brasileira de Pesquisadores de
História e Genealogia de São Paulo, Instituições
essas que lhe outorgaram o título de Membro Titular.
Pelo exemplo de trabalho obstinado, de luta de amor à vale a pena
conferir o curriculo de Betty Antunes de Oliveira.
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Betty Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, em 13/05/1919, filha de Ricardo
Pitrowsky e Eugênia Thomas. Aos 7 anos de idade iniciou seus estudos
em letras e música, com Eurídice Ferreira. Aos 13, tornou-se
aluna da Escola Nacional de Música, da Universidade do Brasil, e em
1936 formou-se já com o curso superior, em piano e matérias
correlatas.
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Desde menina, Betty tocava piano acompanhando os hinos cantados pela
congregação e coro, nos cultos da Igreja Batista do Engenho
de Dentro, Rio de Janeiro, onde seu pai era pastor. De seus pais recebeu
bom estímulo, pois também tinham dotes para a música.
Quando jovem, o Pr. Ricardo tornou-se hinista, fazendo a tradução
e adaptação de músicas. Ele preparou hinos para coros
e congregação e organizou o Cantor Cristão para a sua
primeira edição com música. Eugênia, por sua vez
era pianista e foi o anjo inspirador para a vida de sua primogênita
Betty. Betty atuou nas organizações de crianças,
moças, senhoras e jovens na sua Igreja, onde se converteu aos 11 anos
sendo ali batizada.
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Ainda na sua adolescência, participou do Coro de vozes femininas dirigido
por Alina Muirhead e foi pianista, do coro infantil dirigido por Glória
de Souza . Em janeiro de 1938 casou-se com o Pr. Alberico Antunes de Oliveira,
tendo ido então para Manaus, Amazonas, onde seu esposo iria assumir
o pastorado de da Igreja local. Era o início de meio século
de diversas atividades naquele Campo. Lá desenvolveu intensa e
extensamente o ensino de música congregacional, nas diversas
organizações de Igrejas e no Campo: criou quartetos femininos,
masculinos, infantis e de adolescentes, estimulando a boa música e
o bom cantar nos coros. Ministrou também aulas de música.
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No início dos anos 40, durante um bom espaço de tempo, reuniu
meninos e meninas de rua num bairro pobre da cidade de Manaus, AM, onde fora organizada
a Igreja Batista de Constantinópolis. O trabalho evangelístico
era feito na maior parte através de cânticos, até a duas
vozes. Os pais de algumas daquelas crianças acabaram por organizar
uma Igreja ali no bairro. Em 1950, por ocasião das
comemorações dos 50 anos de trabalho batista no Amazons, Betty
formou um coro com membros de várias igrejas e conseguiu que fosse
cantado o Aleluia de Handel, na comemoração principal realizada
no Teatro Amazonas. Ela própria regeu o coro, do piano! Crê-se
que foi aquela a primeira vez que o Aleluia foi cantado no Teatro Amazonas. O tempo
apresenta frutos efetivos daquele trabalho, com instrumentistas diversos,
regentes e professores de música atuando nas igrejas locais, como
em outros Campos. Não somente na área eclesiástica,
mas também, na área secular, esse resultado vai ser encontrado
nos arquivos celestes.
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Persistindo no seu ideal de criança, Betty retornou à Escola
de Música, em 1966, para estudos de órgäo,
composição e regência, graduando-se em 1971. O Pr. Dr.
João Filson Soren foi um estímulo para seus estudos. Logo no
início, chamou-a para ser uma das organistas da PIB do Rio de Janeiro,
consentindo, inclusive o uso do órgão para estudos, dentro
de um horário estabelecido. Para o Culto de Ação de
Graças, de formatura, ele foi um gigante. A Light, concessionária local de energia, informara que no
domingo, toda a rede elétrica no bairro seria desligada! Naquela
manhã seria a apresentação do Oratório "Paulo",
composição de Betty. Ao chegar cedo, ela notou uma grande
movimentação com carros de fios, motores, escadas, etc. e homens
preparando tudo na entrada do templo. Assustada, dirigiu-se ao Gabinete Pastoral.
"Não se assuste", disse Dr. Soren. "Está tudo arrumado e pronto
para a apresentação do "Paulo". O Culto foi realizado! Dr.
João Soren desempenhou-se de modo brilhante como o Narrador, entrosado
com o Coro, regido por Anna Campelo Egger, com os solistas e quarteto, mais a própria
compositora, que foi também a organista. Betty é profundamente
grata a Deus pela existência da PIBRJ, pela vida tão preciosa
do seu Pastor Soren e pelas oportunidades concedidas para que ela pudesse
servir ao Senhor e Pai!
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Betty Oliveira preparou várias adaptações de
composições corais para o Coro Eclésia, um dos corais da PIBRJ, inclusive o
Te Deum, de Anton Bruckner, e também algumas de suas próprias
composições, como o "Dize ao povo de Israel que Marche", para
as comemorações do Centenário da PIBRJ, em 1984. Em
1969, Betty participou do grupo de organistas, por ocasião da
inauguração do novo órgão Hammond da PIBRJ (o segundo). Fora do âmbito da igreja, Betty tocou em
recitais de piano e órgão, como solista e ainda como organista
da Associação de Canto Coral do Rio de Janeiro e Orquestra
Sinfônica Brasileira.
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