Pastoral

(Domingo, 01 de março de 2009)

Coleira na Alma

O cão e o lobo se encontraram. O cão estava gordinho, bem nutrido, mas o lobo estava tão magro que era osso puro. O cão provocou o lobo, dizendo que ele só não era gordo também porque não queria. Na casa onde morava, havia comida para muita gente. O lobo ficou entusiasmado com a possibilidade de ter comida fácil. Já ia acertando os detalhes de sua transferência para a casa do amigo quando notou alguma coisa diferente no pescoço do cão. Parecia um corte nos pelos. Intrigado, o lobo perguntou:

- Espere, o que é isso aí no seu pescoço?

- Não é nada, bobo, é coisa à-toa, sem importância; é só uma marcazinha... mas...

- Marcazinha? Como assim? Insistia o lobo.

- Bobagem! É que durante o dia eles me prendem com uma coleira. Mas não é maldade não - respondeu o cão tentando mudar de assunto.

Assustado, o lobo diz:

- Quer dizer que você não vai aonde quer? Você não pode fazer o que lhe dá vontade?

- Nem sempre, responde o cão, mas isso para mim não vale nada.

- Pois para mim vale - contestou o lobo. Tanto vale que dispenso os banquetes de sua casa. Tesouro nenhum compra a minha liberdade.

Esta é uma das cerca de 240 fábulas que o francês, Jean de La Fontaine (1661-1695), habilmente escreveu em versos. São histórias que até hoje deliciam crianças, jovens e adultos. A do cão e do lobo exibe a verdade de que a liberdade é inegociável. Jesus, que disse "Eu sou... a verdade" (Jo 14.6c), também disse: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.32). Satanás quer escravizar-nos em troca de alguns prazeres. Ele pode até oferecer-nos um banquete aparentemente apetitoso, desde que renunciemos a nossa liberdade. Amigo e irmão, rejeite as propostas indecentes de quem quer colocar uma coleira na sua alma. Em nome de Jesus.

Pr. João Soares da Fonseca
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Pr. João Soares da Fonseca

Pr. João Soares da Fonseca