Pastoral (Domingo, 1 de julho de 2007) Ladrão de Bicicleta O garotinho pedalava com alegria a bicicleta de seu amiguinho, dando voltas em círculo, vibrando com o seu desempenho sobre as duas rodas. O rosto feliz; o corpo em paz com o equilíbrio. De repente, um personagem estranho invade essa atmosfera de harmonia e desequilibra o menino e, pior ainda, as emoções do menino. Porque pela primeira vez em sua vida, vida que apenas começa, o garoto tem diante de si e para si uma arma apontada. A ordem é lacônica e cruel: "Me dá a bicicleta!". Que opção o menino tem? E lá se vai o bandido, carregando um pouco do menino. Sai impunemente. Por certo, a poucos metros dali há de vender barato o produto roubado a alguém que pensará estar realizando "um excelente negócio". E o ladrão seguirá seu percurso de violência e impunidade. Esta história não foi retirada de um grande jornal. Mesmo porque se os grandes jornais fossem publicar histórias assim, não teriam espaço para outra coisa. Ela foi recolhida do pátio da Igreja Batista em Cascadura, em 1994. Augusto Marcelo tinha então 11 anos quando isso lhe aconteceu. A violência nas grandes cidades não respeita criança, nem templo, nem Deus. Ela ataca e sai impune. Até quando? E o que faremos? Combatê-la com a justiça é o que recomenda o bom senso e o acordo social. Mas o que fazer quando a ração de justiça é insuficiente para alimentar a ordem e a paz? Não sei o que você vai fazer, mas vou lhe dizer o que estou fazendo. Você pode até rir, mas eu falo sério: estou orando. Oro, porque creio que Deus pode implodir impérios políticos, militares, econômicos, culturais, mafiosos... Ele fez muito isso na história. Ele é arquiteto especializado na construção de paraísos. O desejo de Deus sempre foi que o mundo fosse um grande pátio onde as crianças pudessem brincar com alegria, sem terem o que temer. Não estou pagando, estou orando pra ver. Vamos tentar juntos? Pastor João Soares da Fonseca
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