| Pastoral (Domingo, 02 de julho de 2006) A Quarta Peneira Vimos os critérios de Sócrates para [não] ouvir comentários desfavoráveis a respeito das pessoas: Será que é verdade? É coisa boa? Será que é necessário? Acrescentemos agora uma quarta peneira, que não vem de Sócrates, o filósofo, "amigo da sabedoria", mas vem daquele que é, em essência, a própria Sabedoria. Paulo escreveu aos complicados crentes de Corinto: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31). O apóstolo fincou aí um critério supremo pelo qual devemos avaliar nossas conversas e nosso comportamento. O critério é: fazer tudo para a glória de Deus. Esta peneira serve para analisar nossas palavras, nossos atos e atitudes. Antes de tomar qualquer decisão, antes de arriscar uma palavra, antes de dar qualquer passo em qualquer direção, antes de apresentar qualquer proposta, antes de fazer uma ligação ou enviar um e-mail ou uma carta, a pergunta que deve ser feita é: a glória de Deus será vista? Receberá ela a preeminência que merece? A glória do Senhor deve, portanto, evidenciar-se nos mínimos movimentos de um filho de Deus. Não só na igreja, ao lado dos irmãos; aí também. Mas em todo lugar: nas interações da família, no ateliê do artista, na carteira do estudante, na cátedra do professor, nas operações do comércio, no aconchego do culto, no teclado do internauta, na friagem do hospital, na solidão das prisões, no palanque do político, no púlpito do pastor, na vida sentimental dos solteiros, no relacionamento conjugal... A glória do Senhor deve ser visível em todo o tempo: nos dias de dores ou na febre das festas, à beira de um berço ou diante da tirania do túmulo. Determine-se, irmão, a nada fazer se a glória do Senhor não puder receber toda a potência dos holofotes. Pr. João Soares da Fonseca |
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