Pastoral (Domingo, 02 de setembro de 2007) Procura-se um Coração Conta-se que o Papa teve problemas cardíacos e precisava de um transplante. Publicou-se a notícia, mas não apareceu doador algum. Um dia, fez-se um apelo aos peregrinos que se acotovelavam na Praça São Pedro. Quem dará seu coração ao papa? Em delírio e em uníssono, a multidão respondia: euuuuuuuu! Mas o papa não precisava de tantos corações. Só um. Então se combinou o seguinte: uma pena, uma leve pluma de pássaro seria lançada do alto do prédio. Aquele sobre quem ela caísse doaria seu coração ao papa. Combinado! Jogou-se a pena, que veio voando pendularmente numa e noutra direção. Ainda em delírio, a multidão gritava: Eu dou meu coração, eu dou meu coração. Mas quando a pena se aproximou da cabeça das pessoas, elas diziam: Eu dou meu coração, enchendo, porém, os pulmões para dar fortíssimo sopro na pena. A pena voava para cima e tornava a descer, indo cair sobre outra pessoa, que também dizia Eu dou meu coração, e assoprava com mais força ainda. Ouvi esta história na capela do Seminário do Sul quando eu ainda estudava lá. Jamais pensei fosse verdadeira. Mas é uma boa ilustração de como às vezes nossas palavras não são acompanhadas das ações conseqüentes; é exemplo de como nossa conduta não combina às vezes com a nossa confissão. Dizemos a Jesus que por ele daríamos a vida. Mas às vezes nem mesmo alguns momentos de oração diária podemos lhe dar. Bem diferente, porém, foi a atitude de Sharon West, filha de Jack West, veterano pastor canadense, que contou em sua autobiografia. Sharon era apenas uma menininha de 3 ou 4 anos quando aceitou a Cristo. Ao chegar a casa na mesma noite, ela perguntou seriamente à mãe: - Mãe, a gente só tem um coração? A mãe, curiosa, respondeu e perguntou: - Claro, minha filha, mas por quê? E a menina fez então uma das mais belas confissões de que já tive conhecimento: - Porque se eu tivesse mais de um coração, eu daria todos eles a Jesus!
Pastor João Soares da Fonseca
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