Pastoral

(Domingo, 06 de maio de 2007)

Waldemiro não mora mais aqui

Com a partida do pastor Waldemiro Tymchak para o céu há 16 dias, não só a nossa igreja perdeu um membro ilustre, como também todos os batistas brasileiros ficamos órfãos. Perdemos um príncipe, um líder inequívoco, um homem de Deus.

Entre os batistas brasileiros, o paranaense Tymchak, filho de pai russo e mãe romena, era uma unanimidade. Ninguém duvidava de que Deus mesmo o colocara à frente da Junta de Missões Mundiais desde o dia 13 de junho de 1979. Com ele, em quase três décadas, a Junta ampliou bastante o quadro de missionários e o número de campos onde atuamos: 63 campos, em 62 países, sustentando 598 missionários. Em 1979, eram 56 missionários, em 11 campos. Mas não só isso. Com Tymchak, outras inovações foram introduzidas no processo missionário, como a criação do Programa de Adoção Missionária, a contratação de missionários autóctones, o envio de missionários temporários e a abertura de um centro de treinamento missionário (o CIEM), só para citar alguns.

Homem de oração e ação, Tymchak não trabalhava sozinho. Formou excelente equipe de obreiros e funcionários, sem falar na bênção do apoio de sua família. A esposa Acidália, por exemplo, é também sinônimo de missões entre nós.

O corpo do pastor Waldemiro foi velado na Capela do Seminário do Sul, segundo seu próprio desejo, onde também se realizou o culto fúnebre, na sexta-feira, dia 20 de abril, às 14h. E que culto! São em momentos assim que a gente valoriza ainda mais o possuir a esperança da vida eterna. De todos os lados vieram obreiros, amigos, irmãos... a capela não pôde evidentemente comportar a todos. Se você não pôde lá estar, pode ver o vídeo do culto que a Igreja Batista Itacuruçá acaba de disponibilizar em www.itacuruca.org.br

Waldemiro, nome russo, significa "rei da paz". Waldemiro não era o rei, mas foi um filho fiel do Príncipe da Paz. Daqui por diante é claro que terá outro significado em nossa língua: missões mundiais!

Pr. João Soares da Fonseca