Pastoral (Domingo, 09 de março de 2008) Seminário Centenário Com um culto especial na próxima terça-feira em sua capela, o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil celebrará 100 anos de existência. É uma história pontilhada de conquistas para aquele que por muitos anos foi considerado "o maior seminário evangélico da América Latina". Pelas salas de aula do Seminário passaram inúmeras gerações de obreiros, algo em torno de 3.000 vocacionados. O Seminário já nasceu grande porque fruto de uma grande visão. A primeira Assembléia da Convenção Batista Brasileira, reunida em Salvador, em 1907, decidiu criar um Colégio Batista na cidade do Rio de Janeiro. Além de instruir crianças e adolescentes, o Colégio teria também um curso teológico para jovens aspirantes ao ministério pastoral. Assim, em 1908, nascia o Seminário, que se separaria formalmente do Colégio em 1936. Em 1962, criou-se o curso de Música Sacra, e em 1994 o de Educação Cristã. Primando pela qualidade intelectual, sem entretanto descurar o devocional, o Seminário faz jus ao lema que por décadas lhe serviu de marketing: "A excelente obra exige excelente preparo". O Seminário, porém, não apaga as velinhas da celebração sem se dar conta de algumas dificuldades que enfrenta para continuar a sua missão. Não é barato administrar um patrimônio imenso que ocupa uma área de cerca de 66.000 m2. Custa caro remunerar os professores e os demais funcionários. É caro conservar salas de aula, dormitórios e apartamentos. Acresce que os batistas brasileiros parecem ter optado hoje por um modelo fragmentado de educação teológica. A tendência é de cada igreja local abrir o próprio seminário, às vezes sem salas adequadas, sem bibliotecas e sem um corpo docente qualificado. Está certo? Está errado? Só o tempo dirá. Mas enquanto isso, o Seminário do Sul cambaleia sem ter certeza se haverá um segundo centenário. Que tal a gente orar por este assunto? Pastor João Soares da Fonseca
|
|