Pastoral (Domingo, 09 de setembro de 2007) Remédio para uma Igreja Doente Solicitaram certa vez a um bom artista que pintasse um quadro com o título "Uma igreja morrendo". Ele aceitou o desafio. Desenhou então um imponente santuário, de reluzentes vitrais, bancos repletos de pessoas, pastor pregando e um coro bem posicionado. Tudo comunicava saúde e até uma certa vibração. Mas num canto do quadro, o artista desenhou um vestíbulo à entrada do santuário. Nele pôs uma caixa com os dizeres: "Oferta para Missões". E o triste detalhe: enorme teia de aranha cobria a caixa. Desde garoto tenho ouvido esta história. Achava-a um pouco exagerada. Até que vi um relatório das contribuições para Missões das igrejas batistas em nosso País nos últimos anos. Constatei, com tristeza, que algumas igrejas consideradas grandes, plantadas em Estados senão ricos pelo menos com melhor fôlego financeiro, não estão priorizando a obra de missões. Talvez, se consultadas, tais igrejas oferecessem várias razões para tentar justificar a sua omissão, do mesmo modo como alguns não-dizimistas tentam justificar a sua. Mas será que Jesus concordaria com a postura de quem deixa o IDE em segundo plano? Ao pastor Phillips Brooks (1835-1893) perguntaram certa vez o que ele faria se fosse enviado a pastorear uma igreja em processo de decadência. Sua resposta foi simples: "Eu tentaria reunir o máximo de pessoas, pregaria os melhores sermões sobre missões que eu pudesse pregar, e então levaria a igreja a levantar o maior alvo para missões que fosse possível. Quando temos uma missão, temos uma igreja". Emil Brunner (1889-1966), importante teólogo suíço, estava certo quando afirmou: "A igreja existe para cumprir a sua missão como o fogo existe para queimar". Mas se negligenciarmos a obra missionária, não há futuro para nós. Iniciamos hoje a nossa campanha de Missões Nacionais de 2007. Não há tema que empolgue mais os batistas que este. Houve tempo em que se você cortasse uma veia de um batista, não saía sangue, saía missões. Não podemos deixar que outro sangue corra em nossas veias.
Pastor João Soares da Fonseca
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