Pastoral

(Domingo, 11 de março de 2007)

A Aventura de Missões

"Depois do cerco a Roma, em 1849, Giuseppe Garibaldi fez este apelo aos seus seguidores: 'Soldados, toda a nossa luta contra as forças superiores tem sido infrutífera. Nada tenho a oferecer senão fome e sede, dureza e morte; mas eu convoco todos os que amam a sua pátria a que se juntem a mim'. E eles vieram às centenas.

Depois de Dunkirk, Winston Churchill ofereceu ao seu povo: 'sangue, suor e lágrimas'.

Francisco Pizarro (1478-1541), explorador aventureiro, pôs diante de seu grupo a ousada opção: ficar com a conhecida segurança do Panamá ou o então desconhecido esplendor do Peru. Tomou a espada e com ela fez uma linha na areia, de leste para oeste: 'Amigos e companheiros! Do lado de lá estão o trabalho, a fome, a nudez, a tempestade, a deserção e a morte; do lado de cá, facilidades e prazer; lá, o Peru com suas riquezas; aqui, o Panamá com sua pobreza. Escolha cada um o que melhor convier a um bravo castelhano. Quanto a mim, vou para o sul', e saltou para o outro lado da linha. E treze homens, cujos nomes são hoje imortais, escolheram a aventura com ele.

Quando Ernest Shackleton (1874-1922) propôs sua marcha ao Pólo Sul, ele pediu voluntários para essa excursão perigosa por entre nevascas e o gelo polar. Ele esperava ter dificuldades em encontrar alguém disposto a isso. Surpreendentemente, porém, ele recebeu milhares de cartas, de jovens e velhos, de ricos e de pobres, gente de todo tipo querendo participar da grande aventura".

Transcrevi estes dados do comentário de Mateus, de William Barclay, porque reúne vários exemplos de desafios à vida de aventura em contraste com uma vida rotineira e previsível. Barclay conclui: "Jesus estava certo... No profundo de suas almas os seres humanos amam a aventura; há um aventureiro oculto em algum lugar do coração humano.(...) Talvez a igreja precise descobrir de novo que jamais atrairemos os homens com um apelo fácil; o heroísmo fala ao coração do homem".

Pr. João Soares da Fonseca