Pastoral

(Domingo, 11 de novembro de 2007)

Tristeza em Paquetá

O novo diretor do Departamento de Integração e Sociabilidade, o irmão César Augusto Silva, começou o seu trabalho a todo o vapor, levando a igreja a um piquenique na ilha de Paquetá. Cerca de 100 irmãos estiveram ali no último sábado, dia 3, investindo na camaradagem cristã.

Paquetá (em tupi, "muitas conchas") é uma ilha pequena porém charmosa: nela não há automóveis nem caminhões, só bicicletas e charretes. Nela está um raro exemplar da famosa árvore africana, o baobá, cujo tronco é tão largo que a população bem-humorada o apelidou de "Maria Gorda". D. João VI visitava muito a ilha, e o romance "A Moreninha" só fez aumentar o interesse pelo lugar.

Desde que a ilha foi descoberta em 1555, pelo cosmógrafo francês André Thevet, Paquetá mudou muito: os tamoios não estão mais lá, os franceses foram expulsos, e até os portugueses vitoriosos foram embora. A mudança mais lamentável, porém, é a condição das águas que lhe banham as 12 praias. Caminhando pela orla, foi triste ver tanto lixo na água: garrafas de plástico, embalagens vazias, sacos plásticos, pneus, cadeiras... Na Pedra da Moreninha, um jovem revoltado nos dizia que flagrara alguém levando um colchão velho para jogar ao mar. Mas a negligência não é só desse morador, porque as águas de Paquetá são as mesmas de toda a baía de Guanabara. Elas fazem parte de um todo que se deteriora. Elas lembram um paraíso que depressa se vai perdendo.

O que foi Paquetá e o que é hoje dá bem a medida do espírito destruidor do homem. O Éden também era um paraíso de águas transparentes, praias limpas, flores e fragrâncias mil, de baobás, palmeiras... enfim, um lugar sinônimo de vida. Mas com o pecado, perdeu-se o paraíso. Inventou-se também a poluição, o petróleo, o plástico, o pneu, o prego, as políticas...

Que o Senhor nos ajude a cuidar melhor do planeta que Ele nos deu para viver!

Pastor João Soares da Fonseca

jsfonseca@pibrj.org.br