Pastoral (Domingo, 13 de maio de 2007) Amor que vai até o fim Conta-se que no século 13, houve um imperador romano, chamado Frederico, que suspeitava seria de grande utilidade para os homens saberem qual teria sido o primeiro idioma da humanidade. Seria o hebraico? o grego? o latim? Intrigado, Frederico mandou que se fizesse a seguinte experiência: vários bebês seriam isolados de qualquer convívio com os demais seres humanos. Seu argumento era que, sem nenhum contato com os idiomas falados, tais bebês se expressariam naquilo que teria sido o idioma original dos homens. A alimentação dos bebês foi confiada a amas-de-leite, cuja única função seria amamentá-los. Elas tiveram até que fazer o juramento de que jamais produziriam qualquer som junto desses bebês. Assim, em completo silêncio, faziam elas o seu trabalho. Desde o instante do nascimento, os bebês jamais ouviram qualquer palavra, ou som de um ser humano. Um ano depois, o resultado da experiência: todos os bebês, sem exceção, haviam morrido. O maravilhoso da maternidade é que as mães não doam apenas a vida ou o alimento, mas sim o fato de que elas doam amor. Cuidam, alimentam, educam, sofrem... porque amam. Por isso elas não podem ser substituídas nem por amas-de-leite, babás, robôs, ou o que seja. Em João 13.1, lemos: "...sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim". O amor de mãe é uma cópia, ainda que desbotada, do amor de Jesus por nós: vai até o fim. Não pára no meio do caminho, não recua ao enfrentar o fogo cruzado da oposição. Mas é um amor que vai "até o fim". Ao trocar a glória do céu pela terra, Jesus provou que nos ama assim. Deixando-se pregar na cruz, Ele provou que nos ama "até o fim". Não fique só na informação. Aproxime-se e experimente o amor de Jesus. É ainda mais sublime que o próprio amor de mãe. Sem esse amor, viver não tem a menor graça. Pr. João Soares da Fonseca
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