Pastoral

(Domingo, 14 de janeiro de 2007)

A Arte de Bem Receber

Bill McRae é um dos melhores pregadores do Canadá, ungido como poucos. Ele deu um seminário para líderes do qual Peggy e eu pudemos participar em outubro de 2001. Contou que uma das fraquezas das igrejas canadenses está logo na entrada: é a fria recepção oferecida ao visitante. E deu um exemplo pessoal. "Toda vez que vou pregar em alguma igreja, minha esposa vai comigo. É ela quem dirige o carro. Eu desço na porta da igreja, e ela vai para o estacionamento. Sou recebido calorosamente quando me identifico como sendo o pregador convidado para aquele culto e, entre sorrisos e amabilidades, me levam até o pastor. Depois de estacionar, minha mulher entra sozinha, mas não recebe igual acolhida; entregam-lhe um boletim sem dizer nada, sem perguntar nada. Claro que o tratamento após o culto é outro, já que eu a apresento ao povo assim que me passam a palavra".

O tema do seminário era a atuação da igreja no século 21. Bill arrematou: "Se a igreja de Cristo deseja crescer neste novo século, precisará melhorar a sua forma de tratar as pessoas, independentemente de serem elas crentes ou não, esposa de pregador ou não".

Como se vê, um certo descaso para com o visitante é mal universal. Mas nós podemos, e devemos, constantemente combatê-lo entre nós. Os visitantes precisam receber toda a atenção possível. Se não forem crentes, tudo será estranho para eles no culto: hinos, cânticos, leituras... Após o culto, os membros da igreja, ou seja os "donos da casa", devem ser cordiais, cumprimentar, convidar a que retornem, e, se necessário, fazer um tour pelas dependências da igreja. Como dispomos de uma boa cantina, que tal convidá-lo para almoçar por aqui? E se Deus deu a você condições, pode até oferecer-se para pagar o almoço dele. Será uma boa ação. Porém, mais importante que a ação, é a atitude com que recebemos as pessoas. Deus nos ajude a crescer na arte de bem recebe

Pr. João Soares da Fonseca