Pastoral (Domingo, 16 de setembro de 2007) O Trem A mãe da Peggy mora em Walton, cidadezinha tranqüila, embora fique a poucos quilômetros de Cincinnati. Passar as férias lá é realmente descansar. Poucos moradores, pouco trânsito, agitação zero. Mas a cidadezinha, que tem uma rua só, é cortada ao meio por uma linha de trem. Por causa disso, de repente, o silêncio do lugar é rompido pela locomotiva que vem sabe Deus de onde. Quando o trem vai se aproximando, ele começa a buzinar desesperado. E é uma buzina tão forte que faz estremecer os fundamentos da própria madrugada, ou, como se diz em inglês, poderia até acordar os mortos. Se isso ocorresse apenas durante o dia, não haveria nenhum problema. Mas o caso é que ele faz às três da manhã a mesma coisa que faz às três da tarde. É a mesma buzina, com o mesmo volume. Não há sono que resista. Várias vezes me perguntei por que o povo da cidade, que preza tanto o silêncio, não faz um abaixo-assinado pedindo a remoção do trem para outro lugar. Ou, por que o povo não exige pelo menos que o trem passe calado? Nas próximas férias, tentarei investigar a razão lá mesmo, se houver uma. Por hora, compartilharei uma suspeita. É que a buzina, que estarrece e estremunha, é vista pela população como elemento fundamental na prevenção de acidentes. A buzina avisa pedestres e motoristas que o perigo vem rolando sobre trilhos. Quem quiser viver sairá da frente. Deve proceder daí a tolerância da população para com esse barulhento desconforto. Há um perigo maior que ronda a alma das pessoas. É o perigo de morrer sem crer em Jesus. "Quem avisa amigo é", diz cá o nosso povo. Deus, que é mais que amigo, nos avisa e manda que avisemos a todos (Ez 3.16-19; 33.1-9; 1Te 4.3-6). Temos tido, para com as almas das pessoas, a mesma preocupação que temos com a preservação de suas vidas? Temos nós avisado as pessoas do perigo do inferno? Aumente o Senhor a nossa paixão pelas almas e amor aos perdidos!!
Pastor João Soares da Fonseca
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