Pastoral (Domingo, 18 de março de 2007) Paciência de Missionário Tenho muito receio da visão missionária de alguns irmãos nossos, influenciada pelo que hoje se chama "filosofia de resultados". Por esse critério, se o campo não "produz" frutos imediatos, não vale a pena investir nele. Em seu livro O Espírito Santo, Billy Graham diz que James R. Graham, Sr. foi missionário na China e que só viu o primeiro convertido depois de três anos de trabalho. Alguém perguntou a ele se isso não o desanimava, e ele respondeu: "Não. A batalha é do Senhor, e Ele a entregará em nossas mãos". William Carey (1761-1834) chegou à Índia como missionário em 1793, mas teve que esperar sete anos até batizar o primeiro convertido, um hindu chamado Krishna Pal. Adoniram Judson (1788-1850), na Birmânia, também só viu o primeiro convertido depois de sete anos de trabalho. No Japão, ocorreu a mesma coisa: sete anos para que surgisse o primeiro japonês. O primeiro missionário evangélico a chegar à República Dominicana foi um americano do Ohio. Isso foi em 1889. S. E. Mills, missionário auto-sustentado, trabalhou também sete anos para colher o primeiro fruto de sua obra. Curiosa essa coincidência de esperar sete anos, você não acha? Mas sete anos foi pouco tempo, comparando com estes outros: O primeiro missionário na Tailândia teve que esperar 19 anos até ver o primeiro fruto. O recorde de espera, porém, parece pertencer a Robert Morrison. Em 1807, o jovem inglês, 25 anos, tornou-se o primeiro missionário evangélico a seguir para a China. Morrison trabalhou 25 anos sem ver um só decidido. Você leu direito: 25 anos. Mas nesse tempo, Morrison traduziu a Bíblia para o chinês e preparou um dicionário para uso dos ocidentais. A tradução lhe consumiu 12 anos de trabalho, e o dicionário, 16 anos. Infelizmente, a cultura da pressa pode afetar também as nossas expectativas no Reino de Deus. Plantemos o Evangelho, e deixemos os resultados nas mãos e no tempo de Deus! Pr. João Soares da Fonseca
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