| Pastoral (Domingo, 22 de outubro de 2006) De Olho no Futuro Encerramos hoje, com a nossa juventude, mais um congresso promovido em nossa igreja. Parabenizamos os jovens pela excelente organização com que, primeiro planejaram e por fim realizaram o evento. Fomos todos abençoados, e certamente outras bênçãos experimentaremos com o passar do tempo, como resultado dessa semeadura vitoriosa. Um antigo ditado português traduz bem a inquietação que nos assedia nesse período da vida a que chamamos juventude. Diz assim: "A juventude é extravagante: salta por cima do riacho quando há uma ponte ao lado". Se você já passou pela juventude, então certamente estará rindo agora ao lembrar-se de coisas pouco convencionais que fez nesse tempo. O gosto pela aventura e a predileção pelo risco são traços típicos desse segmento etário. É o tempo da pujança física, da prática dos esportes, dos estudos preparatórios para a profissão que virá depois, da seleção do futuro cônjuge, tempo dos sonhos, dos planos e ideais para toda a vida. Por isso não deixa de ser estranho ver um adulto, ao deparar a inexperiência de um jovem, cobrar dele uma maturidade que só virá com o tempo. Nalgumas situações, fica-se até com vontade de perguntar: Mas será que tais adultos esqueceram que também passaram por isso? Esqueceram os equívocos e escorregadelas de sua própria mocidade? Precisamos nos apropriar da paciência que o Senhor Jesus demonstrou aos seus jovens e inexperientes discípulos. Jesus enxergava além dos erros deles, vendo-lhes o potencial. Se estavam abatidos, estendia-lhes a mão. Se aflitos (como em João 14), apontava-lhes a certeza do futuro. Se exagerados na discussão da própria importância, Jesus os corrigia com amor. E fez tudo isso sem abrir mão de suas convicções, sem que fosse preciso pecar. Imitemos o nosso Mestre: amemos os nossos jovens. Aprendamos a rir e a chorar com eles. E sobretudo, a orar por eles. Pr. João Soares da Fonseca |
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