Pastoral

(Domingo, 23 de novembro de 2008)

A Bolha

Tenho pena dos caçadores de fama. Eles esquecem um dado básico: que na terra a fama é relativa e passageira. Quer ver só?

No ano 2000, a rainha Elizabeth II foi à Austrália, numa viagem de duas semanas. Visitando uma escola primária rural, a 200 quilômetros ao sul de Perth, a rainha foi surpreendida pela dúvida de um pequeno súdito: 'Quem é você?', perguntou-lhe um garotinho de 3 anos. Tentando livrar-se do embaraço, a professora explicou que o menino era novo na escola, e que por isso não havia assistido às aulas de História com as quais ela preparara os alunos para a visita de Sua Majestade.

Isso me lembra o que li certa vez em Jim Herriot, veterinário britânico, que se tornou mais conhecido como contista. Ele estava muito triste, porque naquele dia se anunciara a morte de G. Bernard Shaw, um dos maiores autores do teatro inglês do século XX. Jim foi atender a um fazendeiro que precisava dos seus serviços. Chegando lá, disse que estava triste com o falecimento de Shaw. O fazendeiro, sem constrangimento algum, perguntou: - Mas quem é esse tal de Bernard Shaw? - Jim conta que redescobriu ali a verdade de que "toda fama é relativa".

Daqui a cem anos, talvez ninguém se lembre mais do nosso nome, sobrenome, currículo, manias, feitos, conquistas... Debaixo do sol, tudo se dilui, inclusive a bolha da celebridade. Correr atrás dela, diria o Pregador desiludido com a sua própria experiência, é "correr atrás do vento" (Ec 2.17 et al). Paulo preferia correr outra carreira, a da fé em Cristo, esta sim, de duração eterna (2Tm 4.7). O mesmo Paulo escreveu acerca de Cristo: "porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude" (Cl 1.19). Quer investir sua vida num projeto garantido por toda a eternidade? Siga a Cristo. O resto é bolha!

Pr. João Soares da Fonseca
jsfonseca@pibrj.org.br

(A cópia dessa matéria em outros sites não está autorizada) webmaster@pibrj.org.br

 

Pr. João Soares da Fonseca

Pr. João Soares da Fonseca