Pastoral (Domingo, 29 de junho de 2008) O Último Combate Quem vai a Roma não precisa ver o Papa, mas o Coliseu, sim. Concluída a sua construção no ano 82 depois de Cristo, o Coliseu era uma arena aberta que os imperadores flavianos mandaram levantar para a exibição de combates dos gladiadores. Seu nome original era Anfiteatro Flaviano. Era uma espécie de Maracanã dos romanos, com a diferença de que em vez de bola rolando eram cabeças que rolavam ali. Em vez de suor na camisa, era sangue humano derramado para divertir as multidões. O grito da galera não era de gol, mas quando uma vida era tirada. Alguns morriam ali porque perdiam o combate; mas muitos cristãos foram sacrificados nesse mesmo lugar apenas por causa de sua fé em Cristo. Embora o cristianismo já fosse uma religião espalhada por todo o império, a carnificina do Coliseu continuava atraindo multidões de romanos. As lutas entre os gladiadores perduraram por uns 300 anos, constituindo-se no principal passatempo de muito cidadão dito civilizado. O imperador Constantino havia proibido os combates, mas o povo insistia. Temendo uma revolta, o imperador Honório cedeu e autorizou a volta da selvageria. Um dia, quando o combate estava apenas no início, um cristão chamado Telêmaco saltou de surpresa na arena e separou os lutadores. Os espectadores, indignados com a interrupção, quebraram as bancadas, que eram de mármore, e arremessaram pedaços delas contra Telêmaco, que morreu ali mesmo. Era o ano 404. O sacrifício de Telêmaco não foi em vão: nunca mais houve luta de gladiadores em Roma, e o Coliseu fecharia para sempre as suas portas. Há hábitos pecaminosos que serão abandonados somente a preço de sangue. Será preciso que alguém morra para que nos livremos deles?
Pr. João Soares da Fonseca (A cópia dessa matéria em outros sites não está autorizada) webmaster@pibrj.org.br
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