Pastoral (Domingo, 30 de março de 2008) Matar ou Morrer Um homem comprou passagem para uma viagem de barco. Entrou, procurou a sua cadeira e sentou-se. Quando a viagem já ia avançada, saiu do seu lugar, abaixou-se e começou a fazer um buraco no piso, bem debaixo do assento. Percebendo a insensatez do homem, os outros passageiros se levantaram para protestar e interromper aquela ação desvairada. O homem tentou justificar-se, dizendo: "Paguei por este lugar; posso fazer com ele o que bem quiser". Esta historieta, extraída do folclore judaico, retornou à minha memória recentemente, ao ver que o Rio de Janeiro trava guerra justa contra um bichinho chamado Aedes aegypti. O transmissor da dengue gosta de calor, de sombra e de água parada. Ignora-se se é municipal, estadual ou federal. Enquanto as autoridades não logram consenso, há pessoas morrendo. As iniciativas para dar combate ao mosquito não podem ser isoladas, porque o mosquito não respeita muros. Ele pode estar se criando num pneu velho ou numa piscina sem uso na casa do vizinho, mas o risco não é só do vizinho. Como na história, se o ilustre passageiro não for logo impedido, o barco fará água e afundará, submergindo a todos sem distinção. Cada um precisa fazer a sua parte. Por sua vez, esta guerra remete os nossos pensamentos para uma outra, que é ainda mais séria e grave, já que é travada diariamente no front espiritual. O pecado, mesmo minúsculo como um mosquito, pica o coração e deixa nele o seu veneno letal. A pior dengue é a que ataca a alma. Eis como fica o doente: "Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo" (Is 1.6). Só o Médico dos médicos dispõe do remédio certo contra essa moléstia. Ao perceber os primeiros sintomas, corra para Ele! Ah, e também não se esqueça de eliminar os focos onde se criam as larvas!
Pastor João Soares da Fonseca (A cópia dessa matéria em outros sites não está autorizada) webmaster@pibrj.org.br
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