Cuidados Necessários no Viver Cristão – Lição 11

Resumo

Cuidados Necessários no Viver Cristão

 (Mateus 7.1-6)

“E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?” (Mateus 7.3)

Introdução. O tema abordado neste estudo deriva do conteúdo que abrange os princípios éticos delineados por Jesus no seu Sermão do Monte.

Advertência contra o falso julgamento. O legalismo da religião judaica, no contexto em que Jesus exerceu seu ministério, incitou hostilidades em razão das críticas injustas que os escribas e fariseus emitiam com base nas tradições rabínicas. Quando Jesus disse aos seus discípulos “não julgueis” (Mt 7:1), ele tinha um sério motivo: “para que não sejais julgados” (Mt 7:1). No exercício de sua função como Mestre, Jesus tinha plena convicção de que seus discípulos precisavam estar cientes de que “fazer julgamentos é uma função inescapável da mente, mas, o expressá-los está sujeito a controle” (Comentário Bíblico Broadman, p.156). “Quando presumimos estar julgando os outros, de fato estamos trazendo sobre nós o juízo de Deus. Além disso, quando nos envolvemos em um julgamento sem misericórdia, negamos a nós mesmos a misericórdia de Deus” (Broadman, p.156).

Advertência contra a hipocrisia. A hipocrisia daqueles que condenam nos outros o que toleram em si mesmos é retratada na analogia do “cisco” e da “trave”. Em suas palavras de admoestação, Jesus revela o fato de que “quando presumimos estar julgando os outros, de fato estamos trazendo sovre nós mesmos o juízo de Deus. Jesus revelou com muita clareza que nenhum de nós é apto para julgar. Jamais aconteça que um súdito do reino se disponha a agir como alguém que finge ter boas intenções à semelhança daquele que diz: “[…] Deixa-me tirar o cisco do teu olho”, quando seu caráter reflete um pecado de maior gravidade – “quando tens uma trave no teu” (Mt 7:5).

Advertência contra a profanação do sagrado. Depois de advertir seus discípulos contra a prática do julgamento temerário e tendenciosos, com base em pressupostos subjetivos (critérios pessoais), nos quais o sujeito que julga age como usurpador do juízo de Deus, o Senhor Jesus exortou seus discípulos, em tom de advertência, a que não cometessem jamais o erro brutal de profanarem aquilo que é sagrado: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos aos vossas pérolas […]” (Mt 7:6). O significado destas sentenças depende de uma interpretação correta dos vocábulos metafóricos cães e porcos. Indubitavelmente, Jesus se referia ao discernimento a respeito da ministração de tudo o que é sagrado. Segundo a Lei Mosaica (Levítico, capítulo 11), esses animais eram considerados imundos. Cães é um termo usado pelo profeta Isaías para identificar a casta sacerdotal corrupta de Israel (Is 56:10,11). O apóstolo Paulo também fez usoi deste vocábulo no mesmo sentido: “Tomai cuidado com esses cães; cuidado com os maus obreiros; cuidado com a falsa circuncisão” (Fp 3:2). Dar o que é santo aos cães e atirar pérolas aos porcos são expressões sinonímicas do paralelismo hebraico que Jesus usou, referindo-se aos escribas e fariseus, uma elite religiosa enquadrada no perfil dos destituídos do reino de Deus. Sobre eles, a sentença divina já estava lavrada: “Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23:33). Compartilhar com eles os tesouros sagrados que o evangelho contém e estão prometidos somente aos súditos do reino de Deus é inútil.

Conclusão Prática: Listar algumas ações práticas a adotar para evitar julgamentos e viver de acordo com os ensinamentos de Jesus.

Professora Marcia Pinheiro – Equipe de Estudos e Resumos


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