Uma Contenda Com Deus
(Oseias 4-6)
Resumo
“Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa.”
(Oseias 4-6)
Deus abençoou Abrão, muda-lhe o nome dando-lhe uma nova identidade e uma promessa
de resgate e reconciliação, sendo que, a partir de Abraão todas as famílias, todos os povos
seriam abençoados. Deus, com mão forte, sinais e maravilhas, livra Israel do Egito. A
promessa feita a Abraão é ratificada e Israel se torna uma nação santa, antes mesmo de
tomar posse da terra.
O povo constituído recebe a lei, palavra de Deus, para ser farol, exemplo e modelo a todos
os povos da terra, pois, toda terra é do Senhor (Dt 4.5,6).
Interessante que Moisés declara que os povos veriam “primeiro” a sabedoria e o
entendimento e não a fé de Israel.
O procedimento de Israel em relação à natureza, à educação, à justiça social, às relações
internacionais, ao casamento, à família etc., seriam percebidos a tal ponto que os povos
vizinhos diriam: “Que povo sábio, inteligente, olha os filhos deles, olha como os homens
tratam suas esposas, nunca vimos tal coisa, onde eles aprenderam isto? Israel, como povo
modelo, diria: “Nós recebemos isto direto do Deus criador que nos confiou a sua lei”.
Todavia, Israel renuncia a sua responsabilidade de brilhar e esconde o brilho, a luz, a
lanterna num buraco escuro de intolerância, promiscuidade sexual, injustiça social,
ganância, vaidade e soberba, tornando a sociedade de Israel igual às demais (Os 4.2).
Parece que a promessa de Deus para que o seu povo fosse santo (separado, diferente,
referência) é abandonada pelo desejo de ser igual aos demais povos (1 Sm 8.4,5).
O ser humano é único: um ser espiritual que depois de criado se torna eterno, um ser físico
com necessidades corpóreas, um ser social e relacional.
Israel se valia da sua religião e, literalmente, se escorava nas práticas religiosas.
Equivocadamente e malignamente achava que se cumprisse os ritos da religião, Deus
estaria obrigado a cumprir suas promessas eternas. Essa contenda é antiga, podemos
puxar pela memória a relação de oferta, culto, rito, e sacrifício de Abel e Caim, por exemplo
(Gn 4.3-5). Caim traz algo qualquer apenas para cumprir um rito, um compromisso, uma
agenda religiosa, enquanto Abel traz e empenha o seu coração antes do rito. Deus declara
a Oseias: “pois a minha contenda é contigo, ó sacerdote”.
O povo não quer ouvir a Palavra de Deus; quer ouvir uma versão light sem deveres, sem
compromissos, sem responsabilidades, e o sacerdote não quer perder seu ofício, sua
liderança, seus privilégios e, assim, um suporta o outro (Os 4.8,9).
Às vezes, lendo os Profetas Menores fico em dúvida se estamos falando de eventos dos
séculos oitavo, sétimo e sexto antes de Cristo ou dos casos desta semana.
Israel, no passado, como muitos no presente, se emocionam diante de falas, testemunhos,
cânticos, pregações etc., e até tomam uma primeira ação. Particularmente, não duvido
dessa primeira reação das pessoas, não é nosso papel questionar a reação e mesmo a
conversão das pessoas diante da pregação pública, contudo, é necessário acompanhar,
desenvolver, crescer e trabalhar para que os frutos permaneçam.
O testemunho de Oseias foi forte, contundente, profundo, cheio de autoridade e ousadia.
Porém, o povo reagiu por pouquíssimo tempo, tal qual a semente que caiu entre espinhos.
Aquele que sonda e conhece os corações vê que não há o “desejo de mudar”, a mudança
que só pode ser operada pelo Espírito Santo e que não encontra um coração quebrantado.
Considerações finais: Para que a Palavra gere frutos permanentes é necessário abandonar
práticas, gostos, relacionamentos, amizades e ideologias que se opõem à Palavra de Deus.
Faz-se necessário uma pregação ousada, entusiasta e conselhos bíblicos profundos que
tirem o comodismo do pecado do meio do povo de Deus.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
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