O distanciamento de Deus e Suas Consequências.
(Oseias 7-9)
Resumo
“Embora eu lhe escreva a minha lei em dez mil preceitos, estes seriam tidos como coisa estranha”
(Oseias 8.12)
A pior consequência que o pecado gera é o distanciamento de Deus e de tudo o que o
Criador representa e comunica a nós, a saber, seu amor, graça, bondade, filiação, paz.
Israel estava preso a ritos e preocupado em não perder o seu status, sua terra, suas
posses, quando na verdade tudo isso era nada.
A presença grandiosa e abençoadora de Deus era e é mais importante do que as posses
deste mundo.
A nossa maldade, iniquidade, soberba, indiferença não muda o status de Deus. Ele continua
sendo bom, justo, fiel, perdoador. O que muda é o nosso lugar e o acesso ao Pai. Deus não
se afasta, porém, os nossos pecados ficam diante de Deus, entre nós e o Pai e fazem
separação, fazem com que o Pai amoroso não nos veja (Is 59.1,2). Nossas orações não
são mais ouvidas. Isto é terrível, uma verdadeira tragédia.
Pare e pense. Muitos estão clamando há anos por alguma coisa e estão questionando: por
que Deus não responde? Quando, na verdade, o Eterno não está ouvindo porque há uma
barreira de pecados.
Davi tinha consciência profunda do seu pecado e sabia que não seriam as práticas
religiosas que lhe trariam o perdão, não seriam os sacrifícios que restaurariam a profunda,
íntima e real relação com o Deus Santo, e reconhece o seu pecado (Sl 51.3,4,16,17).
Sem dúvida alguma, depois do afastamento da presença do Pai celeste, a pior
consequência dos nossos pecados é viver uma vida de engano (Is 5.21).
O clamor do eterno ainda ecoa: “Pois quero misericórdia e não sacrifícios; e o conhecimento
de Deus, mais do que os holocaustos”. Para justificar seus próprios pecados e falta de
caráter, muitos, religiosos dirão: mas, todo mundo faz, ninguém na igreja é santo e, ainda, a
carne é fraca e Deus sabe.
Realmente, Deus sabe. Ele sabe da hipocrisia dos nossos corações. Davi declarou que o
seu pecado estava diante dele mesmo, assim como o meu, o seu e o de Efraim também
está; diante do pecado não devemos argumentar ou justificar, mas, arrepender e confessar.
Os profetas denunciavam no passado, o Espírito Santo denuncia no presente (Jo 16.8). Não
adianta manter uma atitude de membro de igreja local. É tempo de arrependimento
profundo e de mudança de atitude radical (Os 7.11).
Israel tinha uma vida de engano e ainda se apresentava como “o povo de Deus”. Mantinha
rotinas religiosas, fazia os sacrifícios e a leitura solene da Palavra, porém, Deus estava
ausente há muito tempo.
O Deus bondoso e misericordioso é justo, e a sua graça não é maior que a sua justiça. O
Eterno tem anunciado desde sempre que zela por sua Palavra e, ainda, que céus e terras
passem, suas palavras não passarão jamais (Mt 24.35).
Qual a medida do juízo de Deus? A medida dos nossos pecados (Os 9.7).
Israel no passado e muitos no presente se esquecem de onde Deus os tirou e os resgatou.
O Eterno traz à memória o cativeiro do Egito, mas, a embriaguez do vinho, os prazeres da
prostituição e a fartura da colheita não permitem a Israel uma resposta coerente e reverente
para com a fé que dizem professar (Os 9.1).
Deus exige fidelidade, confiança, santidade e dependência. O Eterno não divide a sua glória
com ninguém (Mt 6.24). Israel queria como muitos hoje, estar de bem com Deus debaixo da
sua Graça e das suas promessas e, ao mesmo tempo, estar de bem com a sociedade, sua
moda, sua cultura e seus valores, isto era loucura para Israel e para nós.
O Senhor garante que retribuirá nossa infidelidade, desprezo e abandono para com a sua
Palavra.
Considerações finais: Quando “eu” peco, as consequências ocorrem em todas as esferas, a
natureza sofre, a sociedade e família padecem e eu me distancio do Eterno no tempo
presente. O pecado sempre “respinga” em outros.
Arrependemo-nos em vida. Dura coisa é cair nas mãos de um Deus Santo.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
Os textos dos estudos estão em formato PDF, o que permite que cada estudo seja lido, compartilhado, feito download ou ainda impresso: ESTUDO | O distanciamento de Deus e Suas Consequências – Lição 03
Acesse o estudo clicando no link em destaque ^
Ministério Responsável | MEC – Ministra Vânia Santos de Paula.
Equipe Estudos MEC | Ellen S de Jesus, Marcia C. Pinheiro, Catarina Damasceno, Christiane Ribeiro e Gandhi Giordano.