Raízes do Pecado- Lição 09

(Obadias 1)


“Porque o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações; como tu fizeste, assim
se fará contigo; o teu malfeito tornará sobre a tua cabeça.”

(Obadias v.15)


A nação de Israel nasce a partir de um homem chamado Abraão. Diferente do que muitos
pensam, Abrão “não era judeu”, Abrão era mesopotâmico, da região de Ur dos Caldeus.
Abrão sai do meio e conforto de sua família em resposta de fé ao chamado de Deus (Gn
12.1-3), o chamado para ser bênção para todas as famílias. Este é o ponto de destaque,
Deus abençoa Abrão não por ser especial, mas, para que Abrão se tornasse bênção na
vida do outro.

A benção de Deus é sempre com o objetivo de dar, nunca reter; sempre de
compartilhar, nunca para guardar para si, mas, de multiplicar para todos.
Dentro do processo divino há papéis e responsabilidades, oportunidades e bênçãos para
todos. Não precisamos brigar por dons, talentos, ministérios, cargos e funções no corpo de
Cristo; todos são importantes e especiais diante de Deus e todos têm valor.

Em Gênesis 25.21-23 há a revelação de que duas grandes nações estavam sendo geradas
no ventre de Rebeca. Qual deveria ser a atitude dos pais? Contudo, o papai Isaque e a
mamãe Rebeca não preparam seus filhos para dar, compartilhar e multiplicar a bênção,
antes, para reter, tomar e dominar, inclusive, um sobre o outro (Gn 25.27,28).
Ambos eram amados, ambos tinham capacidades específicas e eram úteis, contudo, o
propósito de Deus para cada um era diferente do outro.

O que Deus despreza? A rebeldia de Isaque e Rebeca para com sua palavra, a rebeldia de
Jacó em agir pelo motivo certo, porém, de forma errada, a rebeldia de Esaú que não aceita
e se opõe aos desígnios e propósitos de Deus.

Precisamos apontar um traço familiar que vinha sendo repetido nas relações familiares dos
patriarcas. A atitude de agir pela própria cabeça, pelo instinto humano, pela sabedoria e
conselho do próprio coração (v.3). Jeremias declara que o coração do ser humano é
enganoso (Jr 17.9), inclusive o coração de pais, mães e avós. Isaque e Rebeca não
compreenderam os papéis, responsabilidades, dons, talentos e mesmo a bênção do
Senhor, que era diferente de cada filho. Muitos hoje, na igreja local, também não
compreendem. Vale lembrar que já tínhamos algo parecido na relação Abraão e Sara com
Isaque e Ismael, e mais, veremos ainda isto na relação de Jacó, José e os demais irmãos.

Marcas familiares que plantam sementes de mágoas, intrigas, inimizades gerando frutos de
arrogância, soberba e autossuficiência em Esaú, que se via à parte do chamado do povo de
Israel. Jacó, que se vê autossuficiente e protegido no seu isolamento, inclusive, protegido
da mãe e correção do Senhor (Ob 1.7-9). Sim, era desejo de Deus e não de Isaque e
Rebeca que Jacó liderasse. Era desígnio do Eterno e não de Jacó e Rebeca que José
liderasse. Era propósito de Deus, e não de Natã, que Salomão erguesse a Casa de
encontro, o lugar da adoração. Não podemos ser birrentos nem rebeldes diante da vontade
do Senhor, antes, pela fé, renovar nossa mente carnal e aceitar que a vontade de Deus é
boa, agradável e perfeita (Rm 12.1,2).

Esaú era gêmeo de Jacó, mas era o irmão mais velho. Tinha direito a uma herança humana
diferente, superior à de seu irmão pelas leis e tradições da época, mas, não era sobre isto
que o Eterno havia proposto. Assim, como Davi viu limitações em Salomão (1 Cr 22.5),
Esaú, ao vê-las em Jacó, deveria ter feito preparativos para que o seu irmão cumprisse “a
vontade de Deus” e não se ocupasse com atitude de arrogância, bater no peito e dizer: “É
meu direito. Esaú no passado encara e expõe as fraquezas de Jacó e, no presente, se
alegra e comemora sua derrota, vergonha e dor (Ob 1.12,13).
Considerações finais: Nosso desafio é começar e terminar nossa vida e ministério debaixo
da vontade de Deus.


Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.





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