(Esdras 5.1-17)
“Então, se dispuseram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e
começaram a edificar a Casa de Deus, a qual está em Jerusalém; e, com eles, os referidos
profetas de Deus, que os ajudavam.”
(Edras 5.2)
Não podemos ser ingênuos a ponto de pensar que os adversários ficarão inertes quando
decidimos abraçar a obra de Deus. Os adversários se levantarão e indignados buscarão
nos impedir. Para eles a questão era: sob as ordens de quem decidiram retomar a obra até
então paralisada? A penalização rigorosa sobre os líderes desestimularia os demais? No
entanto, o texto afirma que “[…] os olhos do seu Deus estavam sobre os líderes dos judeus
[…]” (v.5) e isso significava pelo menos três coisas muito importantes.
a) Aprovação divina – Os planos e ações dos líderes da igreja têm que estar em
consonância com a vontade de Deus, para que não sejam impedidos.
b) Proteção divina – O projeto que tem a aprovação de Deus, também, recebe a proteção
dele, torna-se plano do próprio Deus e não pode, pois, ser impedido.
c) Vocação divina – Deus vocaciona e prepara líderes para liderar seus planos aqui na terra.
A obra, que por meio dos profetas pusera em andamento (1.1), tinha o cuidado do olhar
vigilante daquele que não se descuidará nem dormirá (Sl 121.4). Os opositores,
semelhantes a seus antecessores, enviaram cartas ao soberano persa. Sem o aval de
Dario, os adversários não puderam embargar a obra dos judeus que seguia firme e
adiantada.
O conteúdo daquela carta ainda hoje nos deixa motivados a nos empenhar mais na obra do
senhor. Percebemos claramente que a obra do Senhor tem algumas particularidades:
a) Algo grande – Um Deus grande não faz nada pequeno, mas grande como Ele é.
b) Algo mais bem preparado – A experiência com Jesus fará com que o brilho de Cristo seja
visto em nós (Mt 5.16).
c) Algo feito com cuidado – A obra do Senhor deve ser feita com esmero e zelo. A nossa
experiência com o Senhor não nos permite abraçar a filosofia de que para Deus de todo
jeito serve (Cl 3.23).
d) Algo célere – A obra de Deus não deve ser estagnada e sonolenta, mas dinamizada e
progressiva. Quando priorizamos a obra de Deus, ela avança.
Os opositores dos judeus fazem um dossiê para o rei Dario. Por incrível que pareça, eles
não faltam com a verdade, pois reproduzem na íntegra o depoimento dos judeus para o rei.
Esses depoimentos nos trazem boas lições. São elas:
a) Serviço – “Somos servos do Deus do céu” (v.11). O servo sabe que a vontade do seu
Senhor é mais importante que a sua (Gl 2.20).
b) Missão – Como igreja do Senhor, precisamos entender que não estamos neste mundo a
passeio, mas temos uma missão (At 1.8).
c) Identidade – Está claro que a obra descrita tinha a ver com a identidade dos judeus.
Nossa história nos liga a um rastro de sangue com aqueles que tombaram por sua fé em
Cristo (2Tm 1.12).
d) Confissão – É muito comum, diante do fracasso, apontar culpados para essa má situação.
A síndrome de Adão é evidenciada pela maioria, o responsável será sempre o outro,
e) Disciplina – Os judeus sabiam que o Senhor os disciplinara, a ruína viera sobre eles como
consequência de sua desobediência e não por falta de sorte ou imprevisto qualquer.
f) Legalidade – Não podemos acreditar que Deus pactua com ilegalidade e com coisas que
vivem à margem da lei ( Mc 12.17).
g) Culto – O templo seria reconstruído para cultuar a Deus, e seus utensílios usados nos
sacrifícios; seria um prenúncio do que Jesus fez por sua igreja uma vez para sempre (Cl
2.17).
Conclusão: Os profetas Ageu e Zacarias incentivaram os judeus a retomar a reconstrução
do templo, mostrando que a missão de Deus sempre é acompanhada de encorajamento e
suporte.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
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ESTUDO | AVANCE! DEUS USA PESSOAS PARA REACENDER SEU ÂNIMO- Lição 03
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