O Prumo da Verdade- Lição 02

(Miqueias 3;4)


“Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por
interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor,
dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá. Irão muitas
nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor e à casa do Deus de Jacó, para que
nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião procederá a
lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém.”

(Miqueias 3.11; 4.2)


Como arauto do Senhor, o profeta Miqueias dirige suas críticas e ameaças contra os líderes
da nação. Por meio de suas ações, estes líderes detestam o bem e amam o mal (v.2).
Neste sentido, em vez de liderar o povo de Deus com verdade e justiça, eles exploravam e
oprimiam as pessoas de acordo com os seus próprios interesses pessoais egoístas (v.2,3).
Seu poder havia sido conseguido mediante a prática da corrupção (v.11) e da violência.

Diante disso, o Senhor anuncia seu inescapável juízo contra esta liderança perversa e
corrupta. Uma vez que os líderes não estavam dispostos a ouvir e atender a Palavra do
Senhor anunciada por meio do seu servo, chegará o dia em que eles clamarão ao senhor e
o Senhor também não os ouvirá (v.4). Por causa dessa liderança má e corrupta, todo o país
será arrasado pelo juízo do Senhor (v.12).

A descrição acima se apresenta como um retrato da realidade do nosso país, no qual
prevalece a corrupção, a injustiça e a exploração. O mais triste é que muitos destes
políticos se dizem evangélicos e, portanto, conhecedores da Palavra de Deus. Não há
dúvida de que um dia terão que responder por suas ações perversas.

Enquanto o povo recorria à idolatria e os líderes civis à prática da corrupção e da opressão,
os líderes religiosos compactuavam com o que estava acontecendo, omitindo-se e até
oferecendo legitimidade espiritual à situação (v.5-11). Neste sentido, o conteúdo e o teor de
suas mensagens dependem de quem lhes paga mais. Agindo assim, eles dão o aval
espiritual para que os líderes continuem em suas práticas de injustiça e opressão,
garantindo que nenhum mal lhes sobreviria (v.11).

Os juízes decretavam a sentença por suborno, os sacerdotes ensinavam por interesse e os
profetas adivinhavam por dinheiro (v.11). Assim, a corrupção e a injustiça haviam
contaminado todas as esferas da sociedade israelita de então. Porém, devemos lembrar
que prestaremos contas ao Senhor pelo modo como exercemos a nossa liderança e
ensinamos a Palavra de Deus.

Contrastando com toda a situação de caos ético e moral da nação, apresenta-se o
verdadeiro profeta do Senhor. Seu único compromisso é anunciar toda a vontade do
Senhor. A marca de um verdadeiro arauto do Senhor é que ele diz ao povo o que ele
precisa ouvir, não o que quer ouvir (2Tm 4.2). A Bíblia precisa ser, de fato, nossa única
regra de fé e prática.

Embora anuncie o juízo divino que brevemente virá por causa da situação de idolatria,
corrupção, injustiça e opressão que tomou conta da nação, o profeta Miqueias anuncia
também a futura restauração que Deus operará no seu povo (v.1-10).
Porém, por causa da presente situação pecaminosa da nação, essa restauração só poderá
acontecer depois do juízo divino (v.9,10). Esse juízo conduzirá o povo de Deus ao
verdadeiro e sincero arrependimento por seus pecados. A libertação virá como um parto:
primeiro a dor e o sofrimento, depois a alegria da restauração.


Conclusão: Portanto, como líderes ou como liderados, temos a responsabilidade de exercer
os dons e habilidades que o Senhor nos concedeu, não visando aos nossos próprios
interesses egoístas, mas buscando o crescimento do reino de Deus e a edificação da sua
igreja.


Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos


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