(Malaquias 1;2)
“Mas, desde o nascente do sol até ao poente, é grande entre as nações o meu nome; e em
todo lugar lhe é queimado incenso e trazidas ofertas puras, porque o meu nome é grande
entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos.”
(Malaquias 1.11)
Virtude: Honra
Por volta de 433 a.C., Neemias retornou ao seu serviço junto da Pérsia. Durante a sua
ausência os judeus voltaram a muitas práticas pecaminosas de antes. Depois de algum
tempo, Neemias regressou a Jerusalém e notou que os dízimos estavam sendo ignorados,
os sábados não estavam sendo observados, os judeus se haviam misturado com
estrangeiros e os sacerdotes tinham se tornado corruptos (Ne 13.7-31). Foi nesse contexto
de decadência moral e espiritual que Malaquias pregou suas mensagens proféticas.
Tradicionalmente, se tem entendido que Malaquias foi, de fato, o nome do último dos
profetas do Antigo Testamento.
Depois que os judeus voltaram do exílio para a Judéia, desenvolveram grande expectativa
de que o Senhor finalmente cumpriria todas as promessas que fizera no passado. Porém o
tempo passou e isto não ocorreu do modo como eles esperavam. Nada de extraordinário da
parte do Senhor havia acontecido.
Diante disso, as pessoas estavam achando que era inútil servir ao Senhor (3.14,15), pois
Ele não as amava realmente (1.2). Por esta razão, mantinham apenas uma religiosidade
seca, sem vida, rotineira e sem o verdadeiro temor ou respeito para com o Senhor (1.6,13).
Confrontando esta atitude apática, o profeta Malaquias proclama as suas mensagens de
exortação ao povo, enfatizando a grandeza do nome do Senhor e garante que Ele cumprirá
todas as promessas que fez.
Na verdade, o povo de Judá não estava percebendo o amor de Deus nas circunstâncias de
suas vidas (v.2). Não conseguiam notar de que modo o amor de Deus por eles estava
sendo demonstrado. Diante disso, o Senhor reafirma e garante o seu amor ao seu povo.
Deus chama sua atenção para o modo distinto como os tem tratado, se comparados com
Esaú (Edom) (v.2-4). O Senhor fundamenta o seu amor ao povo na eleição divina de Israel.
Nem sempre o amor de Deus por nós se demonstra em acontecimentos visíveis e
portentosos. Muitas vezes, o seu cuidado se evidencia pelas circunstâncias normais e
rotineiras da vida. Certamente, não notamos todas as vezes que Ele nos tem protegido de
acidentes, desastres ou nos livrado do mal.
Primeiramente, o Senhor repreende os sacerdotes por estarem realizando a liturgia no
templo sem qualquer respeito ou temor por Ele (1.6-14). Seu desprezo pelas coisas
sagradas era tanto que ofereciam ofertas e sacrifícios impuros e profanos ao Senhor. Eles
encaravam o culto como rotineiro e cansativo (v.13). Diante de tais atitudes, Deus afirma
que não aceitará as ofertas de suas mãos (v.9,10b). Ele prefere que as portas do templo
sejam fechadas a ter que suportar tal desprezo (v.10). O Senhor lembra aos sacerdotes a
grandeza e santidade do seu próprio nome (v.11). Ao distorcerem a Palavra do Senhor
(2.1-9) e por suas parcialidades na aplicação da lei, induziram as pessoas a se desviarem
da vontade do Senhor e a violarem a sua aliança (v.8,9). Ao procederem deste modo eles
violaram o pacto que Deus fizera com Levi e com seus descendentes, não cumprindo seu
papel de “mensageiros do Senhor” (v.7). Em seguida, estes líderes religiosos são exortados
a se arrependerem de tais atitudes ímpias, caso não haja uma conversão genuína por parte
deles, virá o juízo divino, de modo que as bênçãos que proferiram se tornarão em maldição;
eles serão humilhados e sua descendência sacerdotal será totalmente rejeitada (2.3).
Devemos oferecer o nosso melhor para Ele, não simplesmente pelo que Ele fez, faz ou fará
por nós, mas, principalmente, pelo que Ele é.
O Senhor confronta os judeus homens que haviam retornado do exílio porque estavam se
divorciando de suas esposas e se casando com mulheres estrangeiras. O seu pecado era
infidelidade e deslealdade (v.14). O grande problema desta prática é que, além de ser cruel
e injusta, ela colocava em risco a fidelidade espiritual das gerações futuras, uma vez que os
filhos seriam educados por mães pagãs (v.11).
Conclusão: Mesmo que, aparentemente, não tenhamos motivos circunstanciais para servi-lo
e adorá-lo, devemos fazê-lo porque Ele é digno.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
Os textos dos estudos estão em formato PDF, o que permite que cada estudo seja lido, compartilhado, feito download ou ainda impresso:
ESTUDO | Entre o Rito e o Coração- Lição 12
Acesse o estudo clicando no link em destaque ^
Ministério Responsável | MEC
Equipe Estudos MEC | Ellen S de Jesus, Catarina Damasceno, Christiane Ribeiro e Gandhi Giordano.