(Malaquias 3; 4)
“Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação
nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.”
(Malaquias 4.2)
Virtude: Reverência.
A última parte do capítulo 2 inicia uma queixa feita pelo povo (2.17). Eles reclamam que o
Senhor não está cumprindo seu papel de justo juiz. A base da queixa estava no fato de que
Deus ainda não havia julgado as nações que tinham oprimido e escravizado seu povo.
A esta queixa do povo, o Senhor responde, primeiramente, afirmando que em breve virá
para executar o seu justo juízo (v.1-5). A vinda do Senhor será precedida pelo seu
mensageiro, o qual lhe preparará o caminho (v.1; Is 40.3). O Senhor virá ao seu povo como
o Anjo da Aliança (v.1). Entretanto, Deus adverte que seu juízo começará pelo seu próprio
povo (v.5). O Senhor julgará e exterminará do meio do seu povo os feiticeiros, os adúlteros,
os mentirosos e os que cometem injustiças aos indefesos e menos favorecidos (v.5).
Às vezes, pedimos o juízo e a justiça divina para os outros, mas não imaginamos que, se
não estivermos vivendo corretamente diante do Senhor e dos nossos semelhantes, este
juízo também nos alcançará (1Pe 4.17).
A Palavra de Deus estabelecia que um décimo de tudo que o povo colhesse em seus
campos deveria ser entregue ao Senhor (Lv 27.30), devendo ser entregue aos levitas (Nm
18.28) que, por sua vez, entregavam um décimo do que recebiam aos sacerdotes (Nm
18.28). O dízimo deveria servir para o sustento dos levitas, dos sacerdotes e dos pobres e
menos favorecidos da sociedade israelita (Dt 14.28,29).
A apatia espiritual e a indiferença dos repatriados os levaram a negligenciar os dízimos e as
ofertas na casa do tesouro, a fim de que houvesse mantimento aos levitas, aos sacerdotes
e aos menos favorecidos. Por isso, o Senhor conclama o seu povo a voltar à fidelidade na
entrega dos dízimos e das ofertas (v. 7-12). O povo é acusado de estar se apropriando
ilicitamente daquilo que pertence ao Senhor (v.8). A negligência da nação nesta área estava
trazendo-lhe a maldição divina (v.9). Porém, o Senhor promete abençoar as plantações e
multiplicar as colheitas se o povo voltar a ser fiel na entrega dos dízimos e ofertas (v.10-12).
A mordomia e a contribuição são princípios bíblicos e não devem ser feitos apenas por
obrigação ou como um negócio com Deus, devemos ser fiéis e, certamente, seremos
recompensados por nossa fidelidade nesta área. É por meio dos nossos dízimos e ofertas
que a igreja mantém o seu pastor, ajuda missionários, auxilia pessoas em necessidades,
paga suas despesas de água, energia elétrica, internet e mantém outros projetos
importantes.
Muitas pessoas estavam achando que não valia a pena servir ao Senhor, pois o mesmo que
acontecia com os perversos também acontecia com os justos (v.13-15). Do seu ponto de
vista, os perversos estavam prosperando mais que os justos (v.15). Deste modo, parecia
melhor ser ímpio do que se esforçar para ser fiel ao Senhor. A esta queixa, o Senhor
responde que há um remanescente no meio do seu povo, que teme o seu nome e procura
viver à luz da sua vontade (v.16). Para estes, o Senhor promete um memorial eterno (v.16).
Como um tesouro particular, eles serão cuidados e protegidos pelo próprio Deus (v.17).
O profeta emprega uma linguagem metafórica para dizer que esse juízo divino trará a
condenação e o extermínio de todos os ímpios (v.1).
Novamente, é dito que a vinda do Senhor será precedida pelo seu mensageiro, agora
identificado com o profeta Elias (v.5). É esclarecido que ele virá com a função de converter
o coração da nação ao Senhor ( v.6).
Ao anunciar o nascimento de João Batista a seu pai Zacarias, o anjo aplica este texto ao
menino que irá nascer (Lc 1.17). Além disso, o próprio Senhor Jesus indicou João Batista
como sendo o mensageiro anunciado nesta profecia (Mt 11.10-14; 17.10-13). Deste modo,
Jesus apontou o cumprimento desta profecia como acontecendo por ocasião da sua vinda.
É provável, porém, que seu pleno cumprimento aguarde pela sua segunda vinda gloriosa.
Assim, haverá um dia em que o Senhor fará o acerto de contas final e definitivo com todos
os seres humanos. Nesse dia. Ele recompensará os que lhe foram fiéis e julgará os que não
deram ouvidos a sua Palavra.
Conclusão: Quem vive em reverência aguarda o juízo com esperança, certo de que o Sol da
justiça trará vida e vitória eterna. Amém.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
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ESTUDO | Quando o silêncio se Romper- Lição 13
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