(Apocalipse 1.9-20)
“Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro.”
(Apocalipse 1.12)
Virtude: Obediência
O Senhor se manifesta a João: “[…] eu me encontrei em espírito {…]” (v.10). Cristo
concedeu a João uma visão da realidade normalmente incompreensível ao homem. O
agente dessa visão foi o Espírito Santo, “[…] uma voz forte, como de trombeta […]”
(semelhante) dá a direção. A voz ordenou de forma clara e definida para escrever num livro
o que estava vendo e essa ordem repete-se várias vezes em Apocalipse (1.11,19; 2.1,8,12).
A força e o poder de Jesus glorificado são apresentados nos símbolos revelados no texto.
Visão que João recebeu no “[…] dia do Senhor”, aqui se refere ao dia do culto que a igreja
celebrava ao Senhor – o domingo, primeiro dia da semana, dia da ressurreição de Jesus.
“[…] que dizia: Escreve em um livro o que vês e envia-o às sete igrejas: Éfeso, Esmirna,
Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia”.
Estas igrejas nos ensinam importantes lições:
a- Cristo é conhecido na igreja, e por meio da igreja (v.12,13);
b- Cristo está no meio da sua igreja em ação como respostas para suas expectativas (v.13).
c- A igreja nem sempre é aquilo que apresenta ser (Ap 2.2,9,13,19; 3.1,8).
d- Cristo anda no meio da igreja para oferecer-lhe a oportunidade de arrependimento antes
de aplicar-lhe o juízo.
As igrejas que recebem as cartas estavam na Ásia Menor (hoje, Turquia). As igrejas de hoje podem perceber, na revelação apocalíptica, as advertências deJesus que devem ser aplicadas à sua experiência no seu tempo e na história.
Em Apocalipse 1.12-16, temos o chamado da parte de Deus para João. Divide-se em quatro
itens: O contexto de João (v.9); João ouve (v,10,11); João recebe a visão (v.12-16); João
entende a missão (v.17-20). Foi no exílio na Ilha de Patmos que João recebeu a visão que
seria chamada de “Revelação”.
“Quando o vi, caí a seus pés como se estivesse morto”. João ficou impressionado com a
rapidez da visão; ele viu que era um ser divino que se dirigia a ele; mas ele ainda não sabia
que era o próprio Salvador.
“Então, Ele pôs a mão direita sobre mim […]” (Ap 1.17) – O propósito foi levantar e animar o apóstolo João para estar preparado para receber a revelação. Nós, geralmente, estendemos a mão direita para levantar alguém que caiu, para que as pessoas se sintam amparadas e animadas, assim aconteceu com João.
“[…] e disse: Não temas […]” – O fato de ser o Salvador, embora Ele aparecesse nessa forma de majestade avassaladora, era uma razão pela qual João não deveria ter medo.
Assim, as pessoas não devem temer quando Deus parece se aproximar delas por meio dos impactantes símbolos de sua majestade como o trovão, no terremoto e na tempestade.
Compare com Habacuque 3.16; Lucas 9.34. No entanto, em meio às manifestações mais marcantes do poder divino, a simples garantia de que o nosso Redentor está perto de nós é suficiente para acalmar nossos medos e produzir a calma interior (Ap 1.8), O texto declara que o Senhor é eterno. Assim, aprendemos que o Senhor deve ser reverenciado, adorado e reconhecido em sua eternidade, pois continua manifestando seu cuidado em favor da sua igreja.
Como vemos com frequência no chamado dos profetas, após uma visão vem o comissionamento para uma missão específica (Is 6.1-8; Ez 1.28-2.1).
Diante do temor de João, há uma palavra de segurança de Jesus como vemos nos versículos 17-19. “[…]: Escreve em um livro o que vês e envia-o às sete igrejas: […]” (v.11).
João recebe a visão e ele continuará em toda a revelação. Sua missão é registrar por
escrito tudo o que será mostrado a ele e enviar às igrejas. No versículo 20, Jesus reafirma a
declaração dos versículos 13 e 16 e esclarece: “[…] as estrelas são os anjos das sete
igrejas, e os sete candelabros são as sete igrejas”. Nestes versículos, vemos a declaração
da vitória triunfal do Cordeiro: Aquele que venceu a cruz e a morte. Aquele que tem a chave
da morte e do inferno (Ap. 1.18), ou seja: Jesus está no controle, o “poder” do inimigo é
limitado. Jesus está vivo para sempre. Vitorioso para sempre. Aleluia.
Conclusão: Estas informações do capítulo 1 do Apocalipse, são fundamentais para o entendimento de todo o livro.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.
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ESTUDO | A Revelação que Abala o Mundo- Lição 01
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