(Esdras 6:1-22)
“Assim, os líderes dos judeus continuaram a construir com êxito, encorajados pela profecia do profeta Ageu e do profeta Zacarias, filho de Ido. Construíram e concluíram o templo conforme a ordem do Deus de Israel e conforme os decretos de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia.” (Esdras 6:14)
●VIRTUDE – CONFIANÇA
Introdução. Você, alguma vez, já refletiu sobre a virtude da confiança? Já teve alguma experiência de confiar em Deus antes mesmo de ver a resposta? O interesse do rei em buscar nos arquivos documentos que comprovassem a legalidade da obra dos judeus na Judeia era a prova indubitável de que Deus estava em silêncio, trabalhando pelo seu povo.
O registro real a serviço dos planos de Deus (Ed 6:1-5). Nos anais do império, estava escrito que Ciro fizera um decreto que dizia: “Que o templo seja construído como lugar em que se oferecem sacrifícios” (v.3). Ele revelava que o templo deveria ser reedificado, sendo este não um monumento à vaidade humana, e nem um “elefante branco”, mas um lugar de culto ao Deus de Israel (v.3). É certo que o decreto descrevia pontos técnicos de engenharia, todavia, aplica-se também à igreja de Cristo, visto que o culto oferecido a Deus tem que ter um fundamento firme: Cristo Jesus, a rocha eterna. Deus nos coloca em desafios maiores que nós, para que dependamos dele. A volta do sacrifício estava garantida (v.5; Hb 9:13,14). Algumas peculiaridades dos sacrifícios apresentados ao Senhor: a) Entrega – ponto alto de quem oferece o sacrifício; b) Morte – algumas carnalidades têm que deixar de existir para que Deus seja glorificado; c) Adoração – nasce do amor e da gratidão; um reconhecimento.
Deus cumpre suas promessas (Ed 6: 6,7). A resposta da carta não poderia ter sido mais surpreendente para os adversários e colocou os edificadores do templo numa posição muito mais forte do que antes. A ordem do rei é muito clara: “retirai-vos de lá. Parai de impedir a obra desse templo de Deus […]” (v. 6,7).
A garantia divina (Ed 6:8-15). Deus não promove só a legalidade da sua obra, mas provém o sustento dela e dos sacrifícios (6:8). Como é maravilhoso perceber a ação de Deus! Ele transforma a adversidade em bênção. Vemos esta verdade ao ser descrito que os adversários teriam que contribuir financeiramente para que a obra avançasse. O decreto garantiu aos judeus o privilégio de usar dinheiro do tesouro provincial de Dario na Síria, na quantia necessária para o término da obra. Como se não bastasse, os opositores tinham que contribuir para a
realização do culto, pois não poderiam faltar animais, grãos, sal e vinho para os sacrifícios ao Deus dos céus: “[…] sem falta” (v.9). O decreto evidencia também a crença nas orações e ações do Deus dos céus em favor do rei e de sua família. No texto-base, fica claro que aquele que infringisse o decreto do rei, atrapalhando a obra da casa de Deus, seria morto e teria sua casa destruída.
A glória do Senhor se manifesta (Ed 6:15-18). “No terceiro dia do mês de Adar” (v.15), finalmente a obra foi concluída e com muita alegria eles celebravam a inauguração do templo do Senhor. A festa foi marcada por sacrifícios de muitos animais para expiação dos pecados de todo Israel. A expressão “conforme o que está escrito no livro de Moisés” (v.18) mais uma vez nos remete à necessidade de uma referência e padrão para cultuarmos a Deus: “Mas tudo deve ser feito com decência e ordem” (I Co 14:40).
Celebração no término da obra (Ed 6:19-22). O templo foi concluído no terceiro dia de Adar, no último mês do ano, e a Páscoa foi celebrada aos 14 dias de Nissan, o primeiro mês do ano, ou seja, 41 dias depois da inauguração do templo. Houve uma preparação maciça por parte dos oficiais do culto para que a Páscoa acontecesse esplendorosamente. Nenhum homem poderia aproximar-se do culto se trouxesse consigo “restos” de pagamento. O texto nos revela: a) A purificação maciça dos oficiais (v. 20); b) O serviço pelos irmãos e para si mesmos (v. 20); c) Participação com os que se apartaram das práticas impuras (v. 21); d) Para buscar o Senhor, o Deus de Israel (v. 21; Is 55:7); e) Porque o Senhor trouxe alegria (v. 22; Sl 126:3); f) O Senhor tem poder de mudar corações (v. 22; Ez 11:19).
Conclusão. A reconstrução do templo em Esdras 6:1-22 demonstra que a obra de Deus avança conforme sua orientação soberana. Essa narrativa reforça a importância da confiança: confiar em Deus, ainda que não vejamos sinais imediatos, é essencial para experimentar sua fidelidade.
Marcia Pinheiro – Equipe de Estudos e Resumos
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ESTUDO | A Mão de Deus na História- Lição 04
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