A ORAÇÃO CRISTÃ E SUA PRÁTICA – Lição 7

Resumo

A Oração Cristã e Sua Prática

(Mateus 6.5-15)

“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”
(Mateus 6.6)

No contexto do judaísmo, a oração era uma prática ritualística; um dever a ser cumprido por todos os filhos de Israel, tanto individual como coletivamente, não só no âmbito familiar como na adoração coletiva no tabernáculo, no templo, e, posteriormente, nas sinagogas. O templo construído por Salomão foi consagrado a Deus como “casa de adoração”, onde os pecados haveriam de invocar o Senhor por meio de suas orações em busca do perdão e do favor divino. Para que isso acontecesse, Deus estabeleceu uma condição que se encontra em 2 Crônicas 7.14,15.

Os registros contidos nas Escrituras nos dão a conceção de que a oração é apresentada como uma intercessão em benefício de si mesmo ou do próximo, na qual o devoto busca melhoria espiritual e material. Exemplos: Êx 32.10-12; Jó 42.8-19; Sl 31; 86; 123; 142. As Escrituras registram orações expressas como um ato de devoção pessoal e súplicas a Deus (Ed 7.27; Ne 4.4,9; Dn 9.4-19).

Mesmo sendo o Filho do Deus altíssimo, Jesus vivenciou a experiência da oração intensa, em seu relacionamento de perfeita intimidade com Deus. Seu ministério foi iniciado com oração (Lc 3.21). A escolha dos 12 discípulos foi definida depois de uma noite de vigília e oração (Lc 6.12). Durante o curso de sua vida terrena, Jesus manteve perfeita comunhão com o Pai por meio de momentos de oração, em privacidade com Deus: Lc 5.16; Mt 14.23; Mc 1.35; Lc 6.12; Mc 6.46; Lc 4.42; Lc 9.28. E nós, muitas vezes, tomamos decisões sem orar ao Pai, sem pedir a sua direção.

Nada, além da oração, atinge o ápice da intimidade do homem com o seu Criador. Lamentavelmente, esta é uma área em que a hipocrisia conquista espaço vantajoso. Pessoas dessa índole deleitam-se em manifestar publicamente uma santidade de aparência, tendo como objetivo alimentar o orgulho de serem o foco das atenções (Mt 6.5).

Então qual o procedimento correto?
Jesus propõe que a prática da oração requer intimidade com Deus em ambiente privado (Mt 6.6). “Fechando a porta do quarto”, indica que a oração é uma conversa secreta, na qual a transparência com Deus é plena, sem reservas. A oração consiste num extravasar da intimidade pessoal movida pela confiança total em Deus. Deus é um ser abscôndito (oculto aos olhos humanos) que só pode ser achado quando aqueles que o buscam o invocam de todo o coração (Jr 29.13).

“[…] teu Pai, que vê o que é secreto, te recompensará”
(Mt 6.6)

Uma vez que Deus é onisciente, todos os que expressam verdadeira devoção a Deus são alvos da atenção cuidadosa divina, pois “os olhos do Senhor estão sobre os justos, e seus ouvidos, atentos ao seu clamor” (Sl 34.15). Isto implica dizer que Deus não precisa de “repetições inúteis” por parte daqueles que pensam que só serão entendidos “pelo muito falar” (Mt 6.7). Para corrigir essa distorção, Jesus declarou aos seus discípulos: “vosso Pai conhece de que necessitais, antes de o pedirdes a Ele” (Mt 6.8).

Diante disso, a pergunta sobre como devemos orar tem uma resposta clara. Jesus propôs um modelo de oração que deve ser reconhecido como paradigma de todas as preces a serem dirigidas a Deus (Mt 6.9-13).

As Sete Petições da Oração

Primeira divisão – centralizada na glória de Deus:

  • Relacionada ao nome de Deus (v.9)
  • Relacionada à manifestação do poder soberano de Deus (v.10)
  • Relacionada ao eterno desígnio de Deus (v.10)

Segunda divisão – direcionada às necessidades humanas:

  • Providência de Deus (v.11)
  • Misericórdia de Deus (v.12)
  • Socorro divino (v.13) – como forma de garantir a segurança espiritual nos momentos das provações da fé (Tg 1.13,14), durante o curso da vida no mundo hostil, subjugado pelo maligno (Jo 17.15).

Conclusão

Por meio da oração nos abrimos ao Pai celeste, em confiança e louvor, expressando a glória devida ao seu nome.

Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.


Estudo

Os textos dos estudos estão em formato PDF, o que permite que cada estudo seja lido, compartilhado, feito download ou ainda impresso: ESTUDO | A ORAÇÃO CRISTÃ E SUA PRÁTICA – Lição 7

Ministério Responsável | MEC – Ministra Vânia Santos de Paula.

Equipe Estudos MEC | Ellen S de Jesus, Marcia C. Pinheiro, Catarina Damasceno, Christiane Ribeiro e Gandhi Giordano.