A Palavra de Deus É a Mesma
(Jonas 3; 4)
“Os habitantes de Nínive creram em Deus e decretaram um jejum. E vestiram-se de pano de saco, do mais rico ao mais pobre.” (Jonas 3:5)
Introdução. Jonas não faz o “trabalho de um evangelista” da maneira que se espera. Não há desejo, planejamento e organização; não há pregação com graça e amor; não há uma didática que respeite o contexto e valorize os ouvintes, enfim, Jonas sai correndo e lança palavras ao ar; todavia, não eram palavras quaisquer, era a Palavra de Deus, e esta tem poder e não volta vazia, mesmo a despeito de quem a anuncie. Leia o texto de Filipenses 1:15-18, onde Paulo ressalta que o mais importante é Cristo ser anunciado. Cremos num Deus amoroso que, de fato, age para o bem da sua criação e que deseja que todos sejam salvos (I Tm 2:4). Ao que nos parece, o desejo do Pai Eterno não era compartilhado por Jonas, e o que Jonas não queria, acontece: os ninivitas reagem ao chamado de arrependimento. ”Os habitantes de Nínive creram em Deus e decretaram um jejum; e
vestiram-se de pano de saco, do mais rico ao mais pobre” (Jn 3:5).
A Palavra é a mesma. Estamos no Antigo Testamento, na época da Lei Mosaica, contudo, o plano perfeito do Deus Eterno, anunciado desde o Éden, de reconciliar a todos consigo mesmo, já estava em ação. Há um equívoco de muitos em achar que a salvação e a reconciliação do pecador perdido no Antigo Testamento eram limitadas a Israel. A pregação era exclusiva a Israel; a salvação, não. Israel era constituído povo exclusive, nação santa, para o exercício do ministério sacerdotal, e qual era o principal papel dos sacerdotes? Guardar, meditar, literalmente carregar a Lei do Senhor e ensinar aos povos. Israel deveria tornar o Deus único conhecido de todos os povos.
Abraão – Agente abençoador de “todas as as famílias e não apenas as de sua descendência. Leia Gênesis 12:1-3.
A Lei de Moisés. Para Israel e estrangeiros. “Haverá uma só lei para o natural da terra e para o estrangeiro que estiver vivendo entre vós” (Êxodo 12:49).
O Templo de Salomão. Casa de oração para todos os povos. Leia I Reis 8:41-43. “Quando o estrangeiro vier orar, ouça a sua oração do alto céu” (I Rs 8:42).
Jonas. O profeta tem uma atitude fechada, intolerante e vingativa. A atitude de Jonas está muito distante não apenas da mensagem do evangelho de Jesus, mas, distante também da mesagem de amor e graça do Antigo Testamento. Não há diferença entre o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo, não há uma época da lei e outra época da graça; sempre foi a graça porque Deus não se alegra com sacrifícios, e quem declara isto
primeiro é outro personagem do Antigo Testamento (Salmo 51:16-17).
A Palavra dá fruto. Paulo exorta a Timóteo a não se importer com os que viram o rosto, torcem o nariz ou fecham os ouvidos à pregação da Palavra, mas que Timóteo insistisse em pregar a tempo e fora de tempo (II Tm 4:2-5).A ideia de tempo e fora de tempo é, muitas vezes, analisada pelo contexto externo ao pregador. Se política, social, economicamente o tempo é favorável à pregação. Algo assim: Timóteo, se os judeus estiverem ouvindo ou não, prega a Palavra. No caso de Jonas, ele decide não pregar; não anunciar o “[…] ano aceitável do Senhor […]” (Is 61:1,2) não porque as condições eram desfavoráveis, mas porque o seu coração estava desfavorável.
A Palavra não muda. A leitura distraída de Jonas pode levar alguns a, equivocadamente, interpreter que “Deus mudou de ideia”, que Deus não sabia, não imaginava, nem previu a reação dos ninivitas e, por isso, tendo sido pego de surpresa se arrependeu. “E Deus viu o que eles fizeram, como se converteram do seu mau caminho; então arrependeu-se do castigo que lhes enviaria e não o executou” (Jn 3:10). A grande verdade é que o plano
principal e único de Deus é a reconciliação do ser humano, é o perdão dos nossos pecados e a salvação dos povos. Deus está sempre pronto a perdoar. O ser humano é quem rejeita a oferta, se afasta de Deus e escolhe o castigo.
Considerações finais. Chegamos ao final desta história com um final surpreendente e inesperado para Jonas que não desejava cumprir o seu chamado “[…] pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, paciente e cheio de amor, e que te arrependes do mal” (Jn 4:2). Tantas vezes somos Jonas e resistimos a fazer a vontade de Deus porque sabemos que haverá mudanças em nós e no próximo. Sabemos que entregar as rédeas da nossa vida ao Eterno nos levará a lugares que a nossa humanidade não deseja. E ntambém, muitas vezes nos vemos como os ninivitas, pois, tantas vezes somos nós mesmos qie necessitamos da exortação que nos leva à confissão e ao arrependimento.
Marcia Pinheiro – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
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ESTUDO | O arrependimento de Nínive e a raiva de Jonas- Lição 13
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Equipe Estudos MEC | Ellen S de Jesus, Marcia C. Pinheiro, Catarina Damasceno, Christiane Ribeiro e Gandhi Giordano.