“Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo.” (Amós 3:3)
Resumo
Introdução. Tal qual o profeta Isaías, Amós está dentro do contexto de Uzias, rei de Judá, e de Jeroboão II, rei de Israel. O grande império assírio havia derrotado os sírios, região ao norte de Israel, o que certamente gerou medo aos de Efraim e Israel. A região de Samaria havia prosperado muito, e esta rota comercial – Mesopotâmia, Síria, Israel e Egito – era sempre cobiçada pelos grandes impérios, o que tornava a região tensa e as negociações comerciais e diplomáticas muitas vezes promíscuas. Ao que parece, pelas denúncias feitas por Amós, Samaria prosperou muito, havia palácios (3:10), casas de veraneio para inverno, verão (3:15), luxo e luxúria incontáveis (6:4), o que levou este povo ao distanciamento da verdade, da humildade, da generosidade, enfim, do Deus verdadeiro. Israel estava completamente devotado a Baal e demais deuses das terras e quando se via em lutas e dificuldades, além de não se humilhar diante do Deus único, fazia alianças com deuses dos povos invasores, realmente um quadro tenebroso.
Não devemos perder oportunidades. Amós não era de família sacerdotal (Levi), nem de tradição real (Judá), nem mesmo profeta de ofício. Era pastor, certamente, um comerciante, que conhecia as rotas do comércio e os diversos lugares e pessoas, o que fica claro ao lermos os detalhes que ele fornece sobre as regiões da Síria, Israel, Judá, Filístia, Tiro, Edom, Amom e Moabe. Amós não era sacerdote por ofício, nem profeta por vocação; era o que chamamos nos tempos atuais de “bivocacionado”, atuava em sua profissão, pecuária, em suas idas e vindas anunciava a palavra de Deus com determinação, conteúdo, propriedade e coragem. Amós não se envergonha de sua origem nem de sua profissão; não se esconde no mundo e não se escora na religiosidade de sua época. Amós se posiciona de maneira muito enfática e contundente diante de uma sociedade má, perversa, corrupta e maligna.
Não devemos rejeitar a Lei do Senhor. Na lista de itens que desagradam ao Senhor e o fazem rugir desde Sião, e que levam o Eterno a castigar os vizinhos, temos estes: a) Crueldade dos sírios e filisteus (1: 3, 6, 9); b) Falta de compaixão e perdão (1: 11, 13); c) Irreverência (2:1); d) Corrupção, injustiça social e promiscuidade sexual (2: 6-8). Contudo, a Judá, povo que fazia parte da aliança inicial do povo constituído do reino sacerdotal, a reprimenda é outra e de maneira muito clara diz respeito à palavra: “Assim diz o Senhor: Pelas três transgressões de Judá, sim, e pela quarta, não retirarei o castigo” (Am 2:4).
Não devemos abandonar a comunhão. A atitude de Israel em abandonar a Deus, o culto e sua Palavra – e muitos hoje – é completamente ilógica e, mais uma vez, tanto para Israel quanto para a igreja. Quando há lutas, dificuldades, guerras, escassez etc., separam-se do Senhor. Parece uma espécie de “Alzheimer espiritual”, esquecemos quem é Deus em nossa vida, esquecemos de onde ele nos tirou, esquecemos dos livramentos, esquecemos do perdão, abandonamos o único que pode nos livrar, o único, que de fato, nos ama. Deixamos de andar com o Senhor e entramos em concordância com a tragédia, com a idolatria, com a imoralidade, com o pecado.
Não devemos confiar na nossa força. Amós denuncia uma atitude corriqueira do povo de Deus. Em linhas históricas, vemos isto em Israel, na Europa, América do Norte e, mais recentemente, no Brasil. Povos simples, sem forças e sem riquezas. O evangelho chega e muda o status de uma nação. Os homens que jogavam, bebiam, viviam em prostíbulos, agora, trabalham, economizam, honram seus casamentos, crescem e prosperam. Na próxima geração, os filhos estudam em boas escolas, se desenvolvem. O país avança, há atitude ética, há moralidade, há perseverança nas tradições da palavra, duas gerações adiante, os netos e bisnetos já discutem os valores do passado, questionam a veracidade e utilidade da Palavra de Deus nas escolas, família, economia e sociedade e iniciam uma decadência ética, moral e espiritual. Enquanto as casas são pequenas e simples, o povo tem uma disposição espiritual. Quando os palácios são erguidos, equivocadamente, assumem as rédeas de suas vidas e já não mais precisam dos conselhos da Palavra de Deus (Am 3: 9-11).
Considerações finais. A terrível descrição feita por Amós a respeito da sociedade de sua época assemelha-se em muito com a nossa.
Marcia Pinheiro – Equipe de Estudos e Resumos
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ESTUDO | Assumindo uma Atitude Diante de uma Terrível Descrição – Lição 06
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