Consequências do Pecado – Lição 07

(Amós 4.6)


“Portanto, assim te farei, ó Israel! E, porque isso te farei, prepara-te, ó Israel, para te
encontrares com o teu Deus.”

(Amós 4.12)


É imprescindível que compreendamos as consequências do pecado. Não podemos
continuar nas práticas pecaminosas achando que são corriqueiras, comuns e etc. Todo
pecado traz consequências de morte. E mais, todo pecado gera consequências para o
outro, sua casa e família, para a casa e família do outro, meio ambiente e sociedade como
um todo. Israel escolheu o caminho do pecado; Amós descreve as consequências dessa
triste escolha.

Israel, povo constituído por Deus para ser exemplo, padrão e mesmo farol dos povos, abriu
mão, abandonou o seu chamado, desprezou o seu Deus, o único e verdadeiro e todas as
oportunidades que o Eterno deu para realizar o seu chamado.

Vimos que, de alguma forma, Israel mantinha a cultura do encontro, do culto, dos
sacrifícios. Ir à igreja, dar dízimos e ofertas não é suficiente para agradar a Deus? Não.
Temos oportunidade, chamado e mesmo a obrigação em Cristo de fazer mais (Mt 25.35-41).
O Deus eterno, justo e santo nos trata conforme a nossa própria justiça. Se o povo não
deseja a presença de Deus, Deus se afasta. Se o povo não se alegra com a justiça, Deus
lhes envia um povo injusto. Se o povo não confia sua segurança e sustento no Deus
verdadeiro, que se contentem com a miséria (Rm 2.3,6).

Algumas consequências de abandonar o chamado: Humilhação (4.2); Fome, sede e miséria
(4.6-8); Derrota (5.2); Destruição ( 5.9). Deus não se alegra com a humilhação do seu povo,
mas respeita sua escolha.

De forma similar, muitos hoje vivem de acordo com a sua “própria” verdade (Am 5.7,10).
Deus repreende a quem ama (Pv 3.12; Hb 12.6; Ap 3.19). Ao rejeitar a correção, Israel e
nós estamos rejeitando o amor de Deus. Consequências para a rejeição à Palavra de Deus:
Diminuição do povo – número, status (5.3); Perda de bens e propriedades (5.11); Pranto,
choro e lamento (5.16), Deus não deseja a destruição do seu povo, mas, respeita sua
escolha.

Israel não valoriza a profecia nem seus profetas, inclusive dando vinho aos consagrados. A
presença do Senhor que deveria trazer alegria, vida, paz e luz, será de repentinas trevas. A
promessa, para estes, não é de vida e paz, mas, de dor e trevas (5.18).

O “Dia do Senhor” faz menção a uma data futura, um evento de restauração. Contudo,
como buscar “Um Dia” do Senhor no futuro, se não valorizamos o Dia do Senhor no
presente? O sábado estava sendo profanado, as festas litúrgicas e sagradas a Israel não
eram mais cumpridas, o ministério sacerdotal e o profético não tinham mais dignidade.
Consequências para o menosprezo do ministério é: Rejeição do culto, encontro solene
(5.21); Rejeição do clamor (5.22); Rejeição do louvor (5.23). Deus não quer diminuir o valor
do seu povo, mas, respeita sua escolha.

Ao abandonar o relacionamento pessoal com o Deus eterno, abandonamos os valores,
características e virtudes que o relacionamento com o santo, o justo e o verdadeiro nos dá,
perdemos nossa identidade de filhos e, como o filho pródigo, mesmo sem perceber a partir
de quando, passamos a viver em impurezas, injustiças, mentiras, deixamos de nos
alimentar da Palavra de Deus para comer comida de porcos (Lc 15.16). Consequências
pelo abandono à comunhão: Vidas secas, no deserto (5.26); Cativeiro físico, emocional,
espiritual (5.27); Soberba e autoconfiança (6.1,7). Deus não quer diminuir o valor do seu
povo, mas, respeita sua escolha.

Israel confia em si mesmo de tal forma que perde sua maior força e grandeza: a presença
de Deus. Nunca foi o nosso braço, esforço, estudo, trabalho. Precisamos reconhecer que
“Se o Senhor não estivesse ao nosso lado {…}” (Sl 124.2). Consequência da autoconfiança:
Assemelhar-se aos povos pagãos (6.2); Inutilidade e futilidade da fé (6.3,4); Promiscuidade
social e espiritual (6.6).

Ao se garantir com sua opinião, suas capacidades e competências, Israel, no passado, e
nós, no presente, nos limitamos a nós mesmos e perdemos o surpreendente de Deus. Deus
deseja lutar ao nosso lado, mas, respeita a nossa decisão de lutarmos sozinhos.
Considerações finais: Você pode remediar várias consequências de suas escolhas
pecaminosas, porém, é impossível e insuportável viver longe da presença da graça e amor
do Príncipe da Paz.


Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos





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