“Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o coração, o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração e não as vossas vestes; convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal.” (Joel 2:12, 13)
Resumo
O que você entende por “transformação espiritual”? Você já passou por momentos de crise, arrependimento e restauração em sua vida? Joel é um profeta ligado aos grandes temas de sua época. Alguém profundamente envolvido com as crises que ameaçavam sua gente. Para ele, a precariedade da vida não era coisa do destino. Interpretava a sua experiência permeada pelo seu relacionamento com Deus.
Crise (Jl 1:1-20). Já bem no início do registro de sua experiência, nosso profeta relata uma série de catástrofes que impressionam. A situação é severa; o que se apresenta leva-nos a crer uma impossibilidade de se reverter o quadro. O que for registrado parece não ter precedentes em Judá. Uma espécie de processo concêntrico que resulta em constante aprofundamento. Sucessivas devastações por gafanhotos designadas por quatro termos para nos indicar a totalidade da destruição. Uma longa estiagem proporcionando uma seca terrível, incêndios e, inevitavelmente, a fome. As árvores
frutíferas estão secas, os campos assolados, a colheita perdida, sementes roubadas, armazéns demolidos, destruição pelo fogo. Tudo que era importante à sobrevivência simplesmente estava desfeito. A descrição da crise é extensa e serve para demonstrar a complexidade do que se estava enfrentando. O caos trouxe instabilidade emocional para a comunidade em Judá. Tudo parecia perdido, o luto estava instalado. Se o presente se encontra conturbado, o futuro apresenta-se assustador.
Saída. No texto do profeta, o contante uso de imperativos (ouçam, prestem atenção, contem, acordem, chorem, gemam, fiquem tristes, vistam-se, venham) denota uma urgência de ação, além de impedir a acomodação e trazer uma convocação à
desinstalação do estado de crise. A construção de contrastes (fecundidade x esterilidade; frutos x carestia; pastagens x gafanhotos; festa x luto; hino x súplica) evidenciando que a realidade manifesta está distendida do que Deus havia projetado
para seu povo. Não bastava a proximidade, a solidariedade com os que sofriam; tornava-se necessário demonstrar o projeto ideal.
Um chamado ao arrependimento (Jl 2:1-32). Na crise, é preciso reencontrar com Deus, é necessário encarnar o projeto de vida proposto e experimentar o caráter coletivo da comunidade. Ser um servo de Deus não significa ter apólice contra os
problemas. Contudo, significa ter experiência com Deus. Joel aponta caminhos pedagógicos para superar as crises existenciais. O caminho dos anciãos é uma convocação para ouvir a fim de bem aconselhar. A função destes é portar a memória coletiva e contar às gerações seguintes os atos de Deus na história. A memória da liberdade. O caminho do coração é a proclamação de que existe a necessidade de conversão interior e profunda e, por isso, apela aos corações dos ouvintes. Joel enfatiza que estas são as “palavras do Senhor” (Jl 2:12).
Restauração (Jl 3:1-21). Após o chamado à conversão, o profeta deu a resposta de Deus às orações do seu povo. A promessa divina de que não faltaria acolhimento e cuidado a partir do poder do Espírito derramado a todos, porque todos aqueles que
clamassem seriam salvos. Existe abundância e dignidade; o povo de Deus não será envergonhado.
Considerações finais. O livro de Joel revela uma jornada de crise, arrependimento e restauração. A devastação descrita em Joel 1 mostra que é preciso reencontrar-se com Deus. Em Joel 2, o profeta convoca ao arrependimento sincero, destacando a
misericórdia divina. Finalmente, em Joel 3, Deus cumpre sua promessa de restauração e derramamento do Espírito Santo. Essa promessa representa um novo tempo de comunhão com Deus.
Marcia Pinheiro – Equipe de Estudos e Resumos
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ESTUDO | Crise, Arrependimento e Restauração – Lição 05
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