(Romanos 6)
“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.”
(Romanos 6.1,2,22)
Em primeiro lugar, precisamos compreender que é possível, sim, que uma pessoa verdadeiramente convertida a Cristo venha a pecar. Encontramos diversos exemplos disso na Palavra: Pedro negou Jesus (Mt 26.70, 72, 74), agiu de forma hipócrita ao se distanciar da mesa onde comia com gentios convertidos quando alguns judeus se aproximaram (Gl 2.11-14). Os cristãos de Corinto foram repreendidos por ainda apresentarem comportamentos pecaminosos (1Co 6.9-11), mesmo tendo uma vastidão de dons espirituais. O próprio Paulo como veremos, na próxima lição, lutava contra o mal.
Paulo diz que este não é o estado natural do cristão. O alerta do versículo 1 se referia a uma classe de cristãos gentios que, por entenderem não estarem sujeitos à lei, deturparam a mensagem do capítulo 5.20 para defender que eles poderiam fazer o que bem entendessem para, posteriormente, receberem uma porção maior da graça de Deus e, possivelmente, chocarem a sociedade com sua mudança de vida.
Paulo, contudo, demonstra claramente que, uma vez que o cristão aceita Cristo, ele morre para o pecado (v.2), por assumir os benefícios da morte de Cristo, que carregou sobre si nossas mazelas (v.3; 1Pe 2.24). A partir do nosso novo nascimento (Jo 3.3), passamos a viver uma vida nova (v.4; 2Co 5.17), em que não somos mais escravos do pecado (v.6). Essa ação transformadora é única (v.10,11), ou seja, os grilhões do mal são quebrados quando nos voltamos para o Senhor.
Permanece a dúvida: como compreender aqueles irmãos que caíram nas garras do pecado? Paulo esclarece que por mais que tenhamos aceitado Cristo e tido nossa vida transformada, ainda habitamos em um corpo mortal que é sujeito à concupiscência da carne (v.12). Porém, o alerta do apóstolo nos esclarece algo sobre a relação do cristão com o pecado (Rm 6.12). Manter-se em um estado de pecado significa opor-se ao senhorio de Cristo e aceitar o senhorio do inimigo (v.16; !Jo 3.5-8; Tg 1.14,15), permanecendo em um caminho que leva à morte (v.23).
Conforme somos libertos do mal, deixamos de ser servos do pecado e tornamo-nos servos da justiça (v.18), Isso significa, segundo Paulo, que os nossos interesses de vida também são transformados. Passamos a viver para agradar a Deus.
Talvez, seja por isso que percebemos, em nosso meio, um ímpeto maior pela evangelização e um sentimento elevado de gratidão a Deus por parte daqueles que tiveram uma experiência
profunda de transformação de vida na fase adulta. Mas, se você é um frequentador de igreja desde o berçário, e teve uma experiência de conversão ainda na infância, não deve ficar triste por não ter vivido uma experiência tão intensa. A mesma alegria deve habitar seu coração, pois você foi preservado das adversidades que assolaram estas pessoas durante suas vidas até o momento da conversão. Agradeça a Deus pela benção de ter sido criado no evangelho e por ter tido acesso à Palavra de Deus ainda cedo, sendo preservado de maiores danos.
Ao vivermos para Cristo e sua obra, além de sermos canais de bênção na vida de outras pessoas, passamos a adquirir recompensas não somente para este mundo, mas também para a vida eterna (v.22). Não nos referimos a recompensas materiais neste mundo, mas ao reconhecimento da sociedade e à possibilidade de ser um agente transformador do universo que nos cerca.
Conclusão: Todos os cristãos precisam ficar alertas quanto às tentações do inimigo, pois elas visam nos tragar para um estado de vida afastado do nosso Deus. Podemos resistir ao diabo (Tg 4.7), mas do pecado devemos fugir (Mc 14.38; 1Co 6.18; 2Tm 2.22). Isso se deve ao seu poder altamente viciante. Se você está incorrendo em uma falha constantemente, talvez, esteja na hora de reavaliar o nível de seu relacionamento com Ele.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.
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ESTUDO | Das Correntes à Luz – Lição 06
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