Exortação ao Arrependimento – Lição 04

“Quem é sábio para entender essas coisas? E prudente, para compreendê-las? Pois os caminhos do Senhor são retos e os justos andarão por eles; mas os transgressores neles cairão.” (Oseias 14:9)

Resumo

Introdução. A relação dos seres humanos com qualquer entidade divina adorada na história jamais passou pela exigência de reconhecimento e mudança de coração. Certamente, há muitas questões que diferenciam o Deus dos cristãos dos demais
deuses, Podemos ditar aqui a doutrina da Trindade, da encarnação, da identificação etc. Dentre estas, a ideia de arrependimento de coração está entre as as mais significativas. O Deus Eterno não: a)se alegra com a guarda de datas sagradas; b) se satisfaz com sacrifícios; c)é comprador com valores; d)se convence com ritos, cânticos e orações. Diferente de todas as divindades, o Deus único exige mudança de coração que reflita verdadeiramente nas relações sociais. Ao que parece, Israel jamais entendeu isso. “O seu coração está dividido, por isso serão culpados […] Falam palavras vãs; juram falsamente, fazendo alianças; por isso litígios brotam como erva venenosa nos sulcos dos campos” (Os 1-:2-4).
Arrependimento que nasce no coração. Todo pecado, iniquidade e transgressão nasce no coração do ser humano que, Segundo Jeremias, é o mais enganoso, corrupto e irredmediável (Jr 17:9). O sábio adverte que sobre todas as coisas, devemos guardar o coração, porque dele procedem as fontes da vida (Pv 4:23). Por fim, Jesus declara que onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mt 6:21), ou seja, desejo, vontade, amor, devoção. A questão apontada por Oseias não se limita à guarda do sábado, ao cumprimento das datas solenes, à escolha da melhor ovelha para a oferta, ao culto em Jerusalém, tudo isso é secundário. A questão maior que merece a minha e sua atenção diz respeito ao verdadeiro, profundo e real intent do nosso coração. Arrependimento que brota na família. Nascendo no coração, brotando nos relacionamentos domésticos, familiares, gerando vida e transformação, primeiramente, àqueles que Deus colocou em nossas mãos para amarmos e protegermos, nossa casa, família, cônjuge, pais e filhos.A verdadeira conversão só ocorre após o arrependimento consciente dos nossos pecados, o que gera, em todo arrependimento, o desejo de concerto, de reconciliação com aqueles que lhes são mais próximos e íntimos. Não há sentido que haja mudança radical na sociedade, trabalho, escola e vizinhança que primeiro não reflita em nossas casas. Arrependimento que frutifica vem de Deus.(Os 14:4,5). O grande paradoxo da
conversão é que esta não é um modelo de religião, de mente e coração. O convertido a Cristo não tem novas práticas sagradas a cumprir, tem uma nova vida a viver ( Rm 12:2). Este tipo de conversão é a única aceitável Diante de deus, é o chamado “tudo ou nada”.

Considerações finais. O Eterno convida Israel, a mim e a você a nos arrependermos, mas a nossa natureza caída não nos permite tal atitude. Mesmo que entendamos e reconheçamos que precisamos de mudança, tais qual um viciado em crack, não conseguimos. Sabemos que o pecado nos faz mal físico, emocional, social e que gera a morte spiritual, mas, em nós não há forças para rompermos. Cristo pode e quer nos libertar: “Se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres” (Jo 8:36).

Marcia Pinheiro – Equipe de Estudos e Resumos





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