Herança Espiritual ou Fé? – Lição 04

((Romanos 4.3-5)

“Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.”

Abraão era uma das figuras mais celebradas pelos judeus. Por meio de Abraão, Deus
decidiu formar uma nova nação, escolhida por Ele para manter um relacionamento eterno,
que se transformaria no povo de Israel. Foi por meio desse relacionamento que Deus se
revelou ao seu povo, libertando-o do cativeiro do Egito e entregando a sua lei a Moisés,
demonstrando quais eram os seus padrões de conduta e como Ele esperava que seu povo
conduzisse seus passos.
Por causa disso, Paulo dedicou todo o capítulo 4 de sua epístola para solicitar seu
argumento de que a salvação tinha sua base única na fé do indivíduo, e não em qualquer
ato religioso que viesse a executar.
Para convencer os judeus de que a obediência à lei não possuía um valor salvífico inerente,
Paulo demonstrou que Abraão, pessoa tida em alta estima pelos judeus, precedia a lei.
Com isso, desmontou qualquer resistência de judeus conversos quanto ao valor dos seus
irmãos gentios, mesmo que eles não tivessem previamente obedecido à Lei do Senhor e
não tivessem se circuncidado.
Abraão já havia recebido a promessa divina de que seria o pai de uma grande nação (Gn
12.2). Contudo, lhe faltava a certeza de como isso ocorreria. Abraão envelhecera e não
tivera filhos diretos, tendo sido forçado a orientar que seus bens fossem direcionados a seu
servo Eliézer, de Damasco. Deus, porém, afirmou que seu herdeiro seria alguém gerado
pelo próprio Abraão, e que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas (Gn
12.4,5). Foi a fé que demonstrou, ao crer que a geração de filhos na velhice era possível
para Deus, que foi creditada a Abraão como justiça, e não a decisão de obedecer a ordem
do senhor de circuncidar a si, seu filho Ismael e seus servos, posterior à sua demonstração
de fé (Rm 4.9; Gn 17.11-13).
A partir desse argumento, Paulo faz uma dicotomia entre fé e a obediência à lei, mostrando
que o homem que acredita em Deus pela fé tem o mesmo crédito de justiça que Abraão
obteve (Rm 4.5).
É preciso ressaltar, porém, que por mais valor que Abraão tenha como um dos pais da fé,
ele também foi um homem falho. Abraão aceitou inicialmente a oferta de Sarai para gerar
um filho de sua serva, Agar, causando um enorme problema familiar. Depois do nascimento
de Isaque, um comportamento jocoso de Ismael gerou nova reclamação e nova expulsão,
dessa vez definitiva.

O racha entre os dois irmãos geraria a enorme rivalidade entre árabes e israelitas que causa tantas mortes e miséria humana nos dias de hoje. Fica claro que mesmo uma pessoa notável como Abraão, que creu na promessa de Deus mesmo quando foi ordenado a sacrificar seu filho Isaque em holocausto, é sujeito a falhas.
Hoje, temos visto muitos homens surgirem para causar um verdadeiro alvoroço no meio
cristão. Seja pela excelente oratória, seja pelo trabalho amigável, muitos ditos pastores têm
manipulado multidões para realizarem o que eles desejam. Com isso, vemos um desvio
muito sério, com as pessoas depositando sua fé e esperança em indivíduos falíveis. Por
mais que um líder eclesiástico possa parecer mais abençoado por causa dos seus dons
espirituais, se sua prédica não estiver firmemente alicerçada na Palavra de Deus, podemos
entender que estamos lidando com um falso profeta.
Uma vida espiritual saudável possui em Jesus o único depositário da nossa fé. Ele é a única
figura com condições de ser um exemplo pleno e perfeito para nossa vida, pelo fato Dele
não possuir erros em seu caráter e não ter incorrido em falhas ou pecados durante sua
jornada nesta terra. Por isso, todos, judeus e gentios, tinham condições iguais de alcançar a
salvação, sem motivos para vanglória.
Conclusão: Devemos conduzir nossa vida espiritual sem qualquer resquício de legalismo,
para que possamos receber bem aqueles que aceitam Cristo, Nosso exemplo de vida é
Cristo.

Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.


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