(Miqueias 5-7)
“E tu, Belém- Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti
me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde
os dias da eternidade.”
(Miqueias 5.2)
Como você pode viver sustentado pela esperança quando enfrenta tempos de juízo,
confiando que Deus trará restauração?
Neste capítulo, aos atos de bondade e misericórdia de Deus, a nação tem respondido com
corrupção, impiedade e violência. O Senhor acusa especialmente os ricos de serem ímpios
e de terem acumulado tesouros pela prática da corrupção e da violência (v.9-12). Eles
roubam em suas balanças e instrumentos de medição falsos (v.10,11). Suas riquezas foram
ganhas por meio da violência, de mentiras e engano (v.12).
Eles trocaram Deus pelas coisas terrenas, mas estas não lhes poderão livrar do juízo que
se lhes abaterá em breve (v.14). Mesmo o trabalho que realizarem não prosperará, pois o
Senhor não os abençoará (v.15). Miqueias 6.6-8, descreve claramente a essência do que o Senhor requer de nós.
Fica claro que, diante do nosso pecado, não são os sacrifícios e ofertas, por mais numerosos e
suntuosos, o que Deus exige de nós (v.6,7).
O Senhor lista explicitamente o que requer de nós, a fim de que usufruamos da comunhão
com Ele (v.8). São três ações – pratiques, ames e andes – que devem nortear toda nossa
conduta:
1- “Pratiques a justiça”. Esta ação está relacionada ao nosso caráter.
2-”Ames a misericórdia”. Como filhos de Deus, precisamos imitá-lo nas atitudes de
misericórdia e compaixão diante daqueles que sofrem ou padecem necessidades.
3- “Andes humildemente com o teu Deus”. Não podemos ter comunhão com Deus,
mantendo atitudes de orgulho, arrogância e soberba. A humildade sincera deve caracterizar
a nossa atitude diante do Senhor.
O profeta descreve um quadro de completa degradação, não apenas por parte de Israel,
mas de todo ser humano. A descrição é bem tenebrosa, porém, real. Pela boca do profeta,
o Senhor se queixa de que “[…] não há sequer um justo entre os homens; […]” (v.2).
Mais uma vez, o profeta descreve ações de violência (v.2), falsidade (v.5), traição (v.2), e
corrupção (v.3) engendradas principalmente pelos ricos e poderosos. A maldade
encontra-se tão generalizada que atingiu os fundamentos da sociedade, corroendo até as
relações familiares mais íntimas entre pai e filho, mãe e filha, nora e sogra (v.6).
Diante do quadro de corrupção e depravação generalizada, o profeta expressa um lampejo
de fé e esperança (v.7). Porém, ele não olha para a capacidade e empreendimentos
humanos, mas para a ação salvífica do senhor (v.8,9). Fundamentado nesta esperança, ele
anuncia a humilhação e destruição dos inimigos (v.10), bem como a restauração do povo de
Deus à sua própria terra (v.11,12). O Senhor mesmo conduzirá e apascentará o seu povo (v.
14,15).
Embora seja necessário o juízo divino (v.13), a esperança do profeta se fundamenta
completamente na misericórdia e na graça do senhor (v.18-20).
A libertação e a salvação do povo de Deus virão por meio do rei ungido que o Senhor
designou para tal. De acordo com a profecia de Miqueias, Ele procederá de Belém, a cidade
de Davi (v.2). Sua vinda e atuação trarão três benefícios para o povo de Deus: a
restauração (v.3,4); a libertação (v.5-9); a purificação (v.9-15). Essas profecias de libertação,
purificação e salvação só se cumpriram plenamente com a vinda do Senhor Jesus (v.2).
Conclusão: Embora a corrupção, a violência e a injustiça pareçam prevalecer em nossa
sociedade contemporânea, a Palavra de Deus nos confronta com a esperança de
purificação, libertação e salvação porvir. Estas virão por meio do Rei ungido, que
estabelecerá o reino de Deus. Amém.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
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ESTUDO | DO JUÍZO À RESTAURAÇÃO- Lição 03
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