(Apocalipse 8–11)
“Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para
serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos
que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que
destroem a terra.”
(Apocalipse 11.18)
Virtude: Temor
Como judeu, João conhecia bem o papel da trombeta na história de Israel. Ela era usada para reunir
o povo e para anunciar a guerra (Nm 10.1-10). No Apocalipse, as trombetas simbolizam as
intervenções de Deus na história e anunciam que o juízo está próximo. O temor nos leva a receber
essas advertências com reverência e seriedade, sem tratar a incredulidade e a idolatria como algo
leve, e nos faz enxergar nas trombetas também a ação justa de Deus em favor da sua igreja.
As sete trombetas são subdivisões do sétimo selo. Elas falam da justiça divina e chamam os povos
ao arrependimento, mas o texto também registra que muitos não se arrependeram (Ap 9.20,21).
As quatro primeiras trombetas (Ap 8.7-13) trazem desastres que atingem a natureza: árvores e
ervas destruídas, o mar contaminado com a morte de animais marinhos, navios destruídos, rios e
fontes contaminados e fenômenos cósmicos que afetam a vida humana. Deus usa os elementos da
natureza para advertir os homens sobre a proximidade do fim. Na terceira trombeta aparece a
estrela chamada Absinto, nome de uma planta muito amarga que no Antigo Testamento simboliza
o castigo de Deus sobre os pecadores (Dt 20.17,18; Jr 9.13-15; 23.14,15).
A quinta trombeta (Ap 9.1-12), o primeiro “Ai”, simboliza o poder destruidor e atormentador do
pecado. A estrela que cai do céu e recebe a chave do abismo representa um anjo, e não Satanás.
A chave indica autoridade, e esse é o mesmo anjo que, no capítulo 20, recebe poder para prender
Satanás (Ap 20.1-3).
A sexta trombeta (Ap 9.13-21), o segundo “Ai”, anuncia a invasão de um exército de grande poder
destruidor. Para os cristãos da época, a profecia mostrava que, no tempo marcado por Deus, o
império romano seria julgado. Antes disso, o Senhor ainda dava oportunidade de arrependimento,
mas ela não seria aceita (Ap 9.20,21).
A sétima trombeta (Ap 11.15) prepara o juízo final. Findam as oportunidades, e é tarde demais para
quem rejeitou o arrependimento. João não apresenta uma cronologia dos acontecimentos: ele
revela que o fim virá, precedido ao longo da história por sinais, advertências e vitórias parciais da
igreja, até a vitória final com a vinda de Jesus.
No capítulo 10, João recebe ordem de comer o livrinho, que é doce na boca e amargo no estômago
(v.10). Não basta ver o livro; é preciso assimilar a Palavra de Deus e torná-la parte da vida. A Palavra
é doce porque vem de Deus para a salvação, e amarga porque anuncia o juízo sobre quem não se
arrepende. João, como todos os crentes, é comissionado a proclamar essa mensagem a povos,
nações e línguas (v.11).
As duas testemunhas (Ap 11.1-14) representam a totalidade do povo de Deus, judeus e gentios,
com a missão de anunciar o arrependimento e testemunhar de Cristo. Os 1.260 dias (42 meses)
têm origem no livro de Daniel (Dn 7.20-27) e simbolizam um período indefinido de aflição, que vai
da primeira à segunda vinda de Cristo. A besta ataca as testemunhas, e seus corpos ficam expostos
na praça da grande cidade, chamada simbolicamente de Sodoma e Egito, símbolos da imoralidade
e da hostilidade contra Deus. Os crentes da Ásia entendiam a mensagem, pois Roma agia com
imoralidade e zombaria contra eles. Mas o Senhor restaura o ânimo da sua igreja e a põe de pé
novamente (v.11).
Conclusão: Quem vive somente para este mundo faz uma escolha tola, porque a verdadeira vida
só existe em Deus. Em todas as épocas, muitos não darão ouvidos à pregação, e os poderosos
poderão perseguir a igreja, mas o Senhor lhe dá forças para continuar testemunhando até a vitória
final. Até agora, o juízo de Deus vem acompanhado de sua misericórdia: ao longo da história, o
Senhor tem dado às pessoas oportunidade de se arrependerem e crerem em Jesus, e muitas são
as advertências de que o juízo acontecerá. Por isso, Ele quer que os que creem proclamem essas
advertências às nações.
O temor ao Senhor nos leva a receber essa mensagem com reverência e
seriedade, sem tratar o pecado como algo leve, e a anunciá-la com fidelidade. A mensagem de
Deus para os crentes de hoje é a mesma: em meio às aflições do seu tempo, o salvo conta com a
segurança da proteção de Deus e com a garantia da vitória final em Cristo (Ap 12.11). Amém.
Natasha Coimbra – Equipe de Estudos e Resumo
Estudo
Os textos dos estudos estão em formato PDF, o que permite que cada estudo seja lido, compartilhado, feito download ou ainda impresso:
ESTUDO | O Som que Abala as Nações- Lição 07
Acesse o estudo clicando no link em destaque ^
Ministério Responsável | MEC
Equipe Estudos MEC | Ellen S de Jesus, Catarina Damasceno, Christiane Ribeiro, Gandhi Giordano, Yasmin Lima e Natasha Coimbra.