Posso Ajudar?- Lição 13

(Romanos 15;16)

“Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com
os outros, segundo Cristo Jesus. Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço
dos santos. Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela
minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios.”
(Romanos 15.5,25; 16.3,4)

Paulo encerra o assunto dos conflitos internos da igreja romana no início do capítulo 15,
conclamando os cristãos a suportar as fraquezas dos fracos e buscar agradar o próximo, de
forma a edificá-lo (v.12). Mesmo que caíssem, tais cristãos deveriam ser apoiados e não
rechaçados.
A fonte da perseverança que auxilia os cristãos a viver em unidade é o próprio Deus (v.5) e
o exemplo de aceitação ao próximo é Jesus (v.7), com a finalidade de que todos possam
glorificar em uma só voz ao próprio Pai.
A exortação final de Paulo é um clamor pela união da igreja (v.13). Precisamos permitir a
ação de Deus em nossa vida e comunidades para que possamos, pela ação do Espírito,
nos alegrar em conjunto e viver em harmonia em prol da propagação do evangelho.
O restante do capítulo 15 é reservado pelo apóstolo para apresentar algumas informações
sobre seu cotidiano. Percebemos, neste trecho da epístola, uma necessidade de Paulo em
defender seu ministério aos gentios (v.15,16). A compreensão sobre sua missão era muito
clara: ele entendia que havia sido chamado por Deus para a obra entre os não-judeus
(v.17-19), se alegrando em seu ministério, ainda que enfrentando tantas dificuldades e
oposições.
Paulo, também, aproveita o espaço para mencionar uma viagem a Jerusalém, elogiando os
cristãos da Macedônia e da Acaia que contribuíram com os pobres da igreja da cidade de
Sião.
O último clamor do apóstolo aos cristãos romanos é que se unissem a ele em sua missão
de oração (v.30-32). O amor pelo Espírito Santo e pela propagação do evangelho deveria
ser o motivador para tal. Paulo mostrava uma notável submissão a seus pais espirituais e
um carinho pelos seus, ainda que os judeus causassem tantos problemas em seu
ministério.
É interessante perceber o valor que o apóstolo dava àqueles que dedicavam suas vidas em
prol do seu ministério e da igreja romana. Tal atitude nos estimula, como líderes, a fazer o
mesmo com aqueles que colaboram doando seu tempo e recursos para nossas igrejas.
Porém, existem três casos que possuem implicações eclesiológicas importantes e que não
podemos deixar de destacar: Febe, Priscila e Júnias.

Febe (16.1,2): Era uma diaconisa na Igreja da Cencreia, validando portanto, a participação
feminina no ofício do diaconato em nossas igrejas.
Priscila (16.3,4): Priscila e Aquila eram envolvidos com a pregação da Palavra e uma igreja
se reunia em sua casa (Rm 16.5; 1Co 16.19). Paulo demonstrava gratidão por ambos terem
salvado sua vida. Os dois também foram responsáveis pelo discipulado de Apolo.
Júnias (16.7): Junto com Andrônico, Júnias é uma personagem tida em grande estima por
Paulo, por ter compartilhado a prisão com ele. Por isso, o apóstolo os trata como seus
parentes. Júnia foi uma líder cristã proeminente, cujo papel como apóstola foi reconhecido
já nos primeiros séculos da Igreja. Ambos eram notáveis entre os apóstolos e tidos em alta
estima e valor.
Conclusão: Paulo reconhece que toda a glória por suas conquistas deveria ser rendida a
Deus (16.25-27). Paulo só fez o que fez porque reconheceu que, sem a atuação divina, seu
esforço seria infrutífero. Não foi por convencimento ou sabedoria, mas pelo poder de Deus
que dirigiu seu ministério e, por isso, foi tão bem-sucedido.

Catarina Damasceno-Equipe de Estudos e Resumos.


Estudo

Os textos dos estudos estão em formato PDF, o que permite que cada estudo seja lido, compartilhado, feito download ou ainda impresso:

Acesse o estudo clicando no link em destaque ^

Ministério Responsável | MEC

Equipe Estudos MEC | Ellen S de Jesus, Catarina Damasceno, Christiane Ribeiro e Gandhi Giordano.