Promessas de Deus e Superação de Conflitos – Lição 08

(Amós 7-9)

“Mudarei a sorte do meu povo de Israel; reedificarão as cidades assoladas e nelas
habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto.”

(Amós 9.14)


Não podemos ser ingênuos. A vida cristã é uma vida de conflitos com o sistema
pecaminoso de um mundo que jaz no maligno. Deus cumprirá sua promessa, toda ela, no
detalhe do detalhe, de fato, céus e terra passarão, mas, a Palavra do senhor não passará
jamais (Mt 24.35), contudo, não de forma natural, antes, pelo poder de Deus e pelo esforço,
dedicação e combate de seus fiéis.

Amós também teve seus conflitos com sua rotina, conforto e comodidade. Com seus
gostos, desejos e preferências. Amava seu povo, sua terra e sua história, certamente tinha
amigos e familiares dentro deste contexto, precisava enfrentá-los e mesmo ver o castigo de
Deus sobre aqueles que não se arrependiam. A pergunta que temos a responder a cada dia
não diz respeito a se Deus cumprirá a sua promessa, mas, se nós estaremos firmes,
pacientes e perseverantes até que Ele cumpra.

A verdade não é apenas um meio para determinado fim, para o cristão a verdade é a
pessoa de Jesus e não podemos renunciar à verdade, contudo, precisamos declará-la em
amor. A verdade precisa ser dita doa a quem doer. Amós declara, mesmo com dor, o
castigo severo que viria da parte do Senhor (Am 7.1,2).

Amós entra em conflito com sua geração de amigos, familiares, com os outros profetas e
com as autoridades, por fé, amor, respeito e identidade com a verdade,
Os embates pessoais e relacionais às vezes nos enganam e, equivocadamente,
concentramos a batalha em “coisas” ou pessoas, todavia, não podemos esquecer que a
nossa luta […] é contra principados e poderios, contra os príncipes deste mundo de trevas,
contra os exércitos espirituais da maldade nas regiões celestiais” (Ef 6.11,12).

Se toda luta é espiritual, tem algumas frentes que são mais espirituais ainda (se é que
podemos assim definir) e Amós precisou conflitar com os religiosos da época, assim como
nós no tempo presente. Voltamos ao ponto inicial que “isto não é novidade”. Líderes
religiosos, pastores, profetas, denominações antigas e tradicionais que renunciam ao
conflito por causa de um bem-estar local e social.
Este não é o chamado cristão, não foi o de Amós, de Paulo (At 9.15,16), de Jesus (Fp
2.5-8), nem o meu ou o seu (Fp 1.27-29).

Amazias, sacerdote do rei Jeroboão, tinha entendimento de quem é o templo e para quem é
dada honra (Am 7.12,13). Para Amazias, o santuário de Betel pertencia ao rei Jeroboão, e o
templo é do seu reino. Precisamos entender isto também. Não é possível estar em paz com
as trevas e a luz, com o mundo e a sociedade, com a agenda cultural de um mundo que jaz
no maligno (Mt 6.24).


Considerações Finais: A promessa do Eterno, assim como seus planos, é melhor e maior
do que os nossos, e haverá um tempo em que não haverá mais distância nem barreiras e a
presença de Deus estará plena no meio do seu povo. Creiamos nesta promessa e
perseveremos até aquele dia. Amém.


Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.





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