Renove o seu Sim para Deus – Lição 11

(Neemias 10; 11)

“E o restante do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os servos do templo, e todos os que se separaram dos povos de outras terras para seguir a Lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos que são capazes de entender, unem-se agora a seus irmãos, os seus nobres, e se comprometem sob maldição e sob juramento a seguir a Lei de Deus, que foi dada pro intermédio de Moisés, servo de Deus, e a obedecer fielmente a todos os mandamentos, normas e decretos do Senhor, nosso Senhor.” (Neemias 10:28, 29)

VIRTUDE – COMPROMISSO

Introdução. O que compromisso significa para você? Por que você acha que compromisso é essencial na vida cristã? Uma relação mais profunda com as Escrituras Sagradas gera compromisso com Deus. Vemos, agora, que esse pacto foi firmado. Os primeiros a selar essa aliança com o Senhor foram os líderes do povo, a começar pelo próprio Neemias, o governador de Jerusalém (10:1). Em seguida, todas as classes se comprometeram: os sacerdotes, os levitas, os cantores, os porteiros e os servidores do templo (10:28).

A necessidade de um novo pacto (Ne 10: 29-32). A submissão e a obediência à Torah é o cerne do compromisso assumido pelo povo (Ne 10:29). Neemias e os demais judeus decidiram que: a) Quem quebrasse esse compromisso seria amaldiçoado (anátema); b) Firmariam o compromisso que a Lei de Deus seria seu manual de regra, fé e prática e que viveriam por ela. A decisão incluía o cumprimento integral da Lei do Senhor. Não existe mais ou menos fiel; fidelidade integral. c) Não se misturariam com os povos vizinhos, isto ia além da pureza racial, mas, de pureza espiritual e de propósito divino. A mistura de povos os levaria ao afrouxamento das relações com Deus e não era o preconceito racial, mas, a fidelidade ao propósito divino. d) Não realizariam comércio no sábado e em dias sagrados (v. 21); e) Que levantariam o sustento adequado do culto, fazendo regularmente suas contribuições (v. 32).

O povo se conscientizou de ser constante (Ne 10: 33-36). O serviço do culto necessitaria de recursos constantes (v. 33). A conscientização dessa necessidade constante exige responsabilizar-se de forma ininterrupta, pois o culto não pode sofrer interrupções. Precisamos entender que Deus fará o que tem de fazer, por meio de nós ou apesar de nós. Seus planos e propósitos não podem ser frustrados (Jó 42:2). As ofertas pacíficas (cereais) e holocaustos (animais) eram postos sobre o altar pelo menos duas vezes ao dia (v.34). O fogo deveria estar

sempre aceso, por isso, a necessidade de um suprimento regular de madeira. Assim, lançariam sorte para que as famílias paternas de Israel fossem ordenadas uma vez por ano a trazer lenha para alimentar o altar. A oferta deveria ser as primícias da terra (v. 35), ou seja, os primeiros e melhores frutos deveriam ser entregues ao Senhor. Não obstante o vegetal, mas, também, animal e até os filhos deveriam ser consagrados ao Senhor Deus (v.36). A grande lição é que todas as ofertas e dízimos deveriam ser consagrados ao Senhor Deus no templo (10:36).

A escolha dos fiéis para repovoar Jerusalém (Ne 11: 1-9). A narrativa demonstra que os líderes procuraram povoar a cidade de Jerusalém com judeus puros, de acordo com a lista daqueles que voltaram da Babilônia (7:4). Jerusalém tinha poucos habitantes permanentes, provavelmente, por causa dos perigos de se morar em um cidade sem muros. A sorte era aceita como vontade de Deus e, sendo assim, segue-se um sorteio dessa lista para povoar Jerusalém e uma lista de nove partes de outras cidades. Outros, voluntariamente, se ofereceram para habitar na santa cidade (11:2). O povoamento foi fundamental para a reconstrução da vida social, econômica e política de Israel após o cativeiro babilônico.

A celebração do culto está garantida (Ne 11: 10-24). O texto nos apresenta a relação de pessoas que estariam trabalhando no templo, envolvidas com o serviço do culto. Cada pessoa nos lugares certos pelas razões certas. Os sacerdotes (11:10,11); Levitas (11: 15,16); Porteiros (11:19); Servidores do templo (11:21); Cantores (11:22,23).

Conclusão. A renovação do compromisso com Deus, como demonstrado em Neemias 10 e 11, é um ato de fé e obediência que exige constância e dedicação. Assim como eles, somos chamados a renovar o nosso sim para Deus diariamente, não apenas por meio de palavras, mas com atitudes que refletem nossa fidelidade e desejo de viver segundo sua vontade. Renovar o compromisso com Deus não é apenas uma ação pontual, mas um esforço contínuo para viver conforme a sua vontade, honrando a aliança e fortalecendo a fé na comunidade.

Marcia Pinheiro – Equipe de Estudos e Resumos


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