Somos Um em Cristo- Lição 11

(Romanos 11;12)

“Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros
têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo
e membros uns dos outros. O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao
bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.”
(Romanos 12.4,5,9,10)

Paulo começa o capítulo 11 argumentando sobre o posicionamento dos judeus em relação
ao evangelho. Ele afirma que, apesar de terem rejeitado Cristo, Deus não os rejeitou (v.12),
citando a oração de Elias a Deus sobre sua luta contra o rei Acabe (v.2-4; 1Rs 19.14-18).
Elias achava que lutava sozinho contra o rei idólatra, mas Deus o revelou que sete mil
pessoas não haviam dobrado seus joelhos a Baal e permaneceram fiéis a Ele.
Com base nisso, Paulo argumentava que, também, um remanescente israelita havia se
mantido fiel a Deus, pela fé em Jesus Cristo (v.5,6). Os demais tiveram seus corações
endurecidos por Deus (v.7-10), para que sua transgressão trouxesse salvação aos gentios
e, assim, sentissem ciúmes (v.11,12). É interessante que Paulo entende que tal ciúme
poderia levar alguns de seus irmãos judeus à salvação (v.14).

Para encerrar a controvérsia, Paulo apresenta uma metáfora sobre o reino de Deus,
apresentando-o como uma oliveira. Os ramos representam o povo judeu, enquanto a
oliveira brava representa os gentios. A possibilidade de ramos de uma oliveira brava serem
enxertados na oliveira representa a dádiva dada aos gentios de participar do reino de Deus
pela salvação em Cristo. Os ramos de oliveira cortados são o povo judeu de coração duro.

O que Paulo afirma, então, é que os gentios não poderiam se orgulhar por terem sido
aceitos por Cristo em seu reino, pois Deus era soberano para trazer os judeus de volta. O
endurecimento do seu coração havia sido temporário (v.25). O objetivo final deste
endurecimento é esclarecido por Paulo a seguir: Deus coloca as pessoas sob
desobediência, para depois exercer misericórdia (v.30-32).
O interessante é que o próprio Paulo reconhece que isso era difícil de nós
compreendermos, por isso, afirmou que os juízos de Deus eram insondáveis e seus
caminhos inescrutáveis (v.33).
Com a conclusão de que judeus e gentios são iguais perante Deus, Paulo então inicia o
capítulo 12 conclamando-os a que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus, não se moldando aos padrões deste mundo, mas transformem-se pela renovação de
suas mentes, para experimentarem a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (v.1,2). A
intenção de Paulo é que judeus e gregos vivam em harmonia, não conforme regras
legalistas ou facções.

Para demonstrar este estilo de vida harmônico que deve permear a igreja, Paulo apresenta
a ideia da igreja como sendo o corpo de Cristo, conceito que ele também apresentaria à
igreja de Corinto (1Co 12.12-27).
Acima de tudo, Paulo afirma que a igreja de Cristo precisa ser pautada pelo amor. Porém,
Paulo vai além e afirma que este amor deve ser sincero (v.9), ou seja, não pode ser apenas
uma fachada, uma máscara que colocamos durante as celebrações, que retiramos tão logo
saímos do templo.
Este amor legítimo se desdobra em uma série de atitudes que Paulo exorta os cristãos
romanos a adotar em suas vidas: Altruísmo (v.10), Humildade (v.10,16), Serviço (v.11),
Perseverança (v.12), Abnegação (v.13), Longanimidade (v.14,19,20), Companheirismo
(v.15), Bondade (v.17), Paz (v.18).

Conclusão: Como membros do corpo de Cristo, devemos buscar nosso espaço no reino e
trabalhar em prol da propagação do evangelho, norteando nossas ações pelo amor. Se
tivermos o amor como motivador de nossas ações, conseguiremos enxergar e valorizar o
próximo, adotando naturalmente as atitudes listadas por Paulo no final do capítulo 12 em
nosso cotidiano.


Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.


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