(Jonas 1)
“Como afluíssem as multidões, passou Jesus a dizer: Esta é geração perversa! Pede sinal;
mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. Porque, assim como Jonas foi sinal
para os ninivitas, o Filho do Homem o será para esta geração. A rainha do Sul se levantará,
no juízo, com os homens desta geração e os condenará; porque veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão. Ninivitas
se levantarão, no juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a
pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas.”
(Lucas 11.29-32)
Antes do livro que leva seu nome, Jonas é citado nos registros dos Reis, em que sua
profecia se cumpre na vida de um rei pecador e rejeitado por Deus, Jeroboão II (2Rs
14.23-25).
A Assíria já agia no cenário mundial desde meados de 911 a.C., ou seja, Israel já sentia a
mudança no quadro e já era possível antecipar que aquele grande império que estava
conquistando e destruindo vários povos em algum momento bateria às portas da capital
Samaria.
Jonas vive nessa geração a angústia, medo e aflição da iminente invasão, e mais, as más
notícias voam. O tipo de violência e tortura que os assírios imprimem aos povos
conquistados chegou antes dos soldados. Agora, você entende um pouco melhor a angústia
de Jonas para pregar arrependimento e salvação a esse povo?
Nínive era a capital da Assíria, embrionária, pois ainda não havia acontecido o cerco, 724
a.C., nem a invasão, 722 a.C., possivelmente, Jonas recebe seu chamado divino para ir a
Nínive entre 760 a.C. a 750 a.C. O tempo presente de Jonas e do mundo estava
“desenhado” para que a Assíria invadisse Israel. Todavia, isso não era realidade ainda; era
mera especulação política.
O presente era de dúvidas que poderiam ser transformadas em certeza da fé. Tantas vezes
não vivemos o presente por não crermos no cuidado e na boa mão do Senhor. Antecipamos
problemas ou mesmo criamos alguns que podem ou não acontecer. A isto chamamos de
preocupação.
Como podemos observar no contexto de Jonas, havia, e sempre há, mais do que uma
possibilidade diante dos desafios, todavia, o rei escolhe a idolatria; o exército, a covardia; o
povo, a rebeldia e Jonas, a fuga.
O que faltou a Jonas e sua geração, naquele presente incerto, falta à nossa em nosso
presente: orar, acreditar e descansar no Senhor.
A história no livro de Jonas não é sobre Israel, Reino do Norte, nem sobre Judá, Reino do
Sul; não diz respeito à dinastia davídica ou sobre a libertação de Israel e não fala sobre o
ministério sacerdotal, levítico nem sobre o culto ao Deus verdadeiro, e o tema central gira
em torno de um profeta fujão e de um povo idólatra que, no formato da época, tal povo nem
existe mais.
Muitos fizeram estudos aprofundados para provar a capacidade ou a incapacidade de um
peixe engolir e manter vivo um ser humano durante três dias, porém, tudo isto se torna
secundário, supérfluo e dispensável, a não ser se seguirmos nosso cruzeiro até o Novo
Testamento e ouvirmos diretamente de Jesus o que está escrito em Lucas 11.29-32.
Jesus declara: Eu sou maior do que Jonas.
Considerações Finais: Ao ser escolhido por Deus para uma obra tão nobre e tão excelente
de pregar arrependimento aos ninivitas, Jonas não deveria olhar o passado, presente e
mesmo o futuro de Israel e dos povos, mas, deveria ter um olhar para a eternidade, para o
alto e, pela experiência da sua fé, crido que o Eterno poderia e pode mudar não apenas a
história dos ninivitas e de Israel, mas, a história de todos os povos a partir do poder da
Palavra de Deus.
Isto não mudou. Não podemos olhar para o tempo presente e limitar a história. A história
continua sendo sobre Jesus e Ele “é o mesmo ontem, hoje e eternamente.” (Hb 13.8).
Amém.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
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ESTUDO | Um Olhar para a Eternidade- Lição 10
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