(Romanos 7)
“Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de
modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.”
(Romanos 7.6)
A lei judaica tem sua origem três meses após o povo hebreu ter sido liberto do cativeiro
egípcio. Tão logo saíram de Refidim e entraram no Sinai, Moisés subiu o monte para
encontrar-se com Deus e ali recebeu do Senhor a promessa que está descrita em Êxodo
19.4-6.
A partir daquele momento, Deus firmava uma aliança com a descendência de Abraão,
Isaque e Jacó, formando um povo a partir daquele grupo de fugitivos. Esta nova nação seria
diferente das demais, pois seria santa, separada por Deus para si. A lei, então, serviria para
passar a Israel as orientações do Senhor para a conduta, diferenciando-se, desta forma,
dos demais povos. A lei também tinha a função de ser luz de Deus para os povos ao seu
redor. A intenção do Senhor ao escolher Abraão para gerar um povo para si havia sido clara
(Gn 12.3). A lei, portanto, deveria ter um valor normativo positivo na vida das pessoas. Não
era para ser encarada como uma mera relação de rituais religiosos, mas como orientações
para uma vivência agradável com Deus, com o próximo e com a sociedade.
Desde o início, a religião foi formada por uma mescla de pessoas oriundas da religião
judaica. Jesus, nascido de linhagem davídica, escolheu judeus para seus 12 apóstolos. Seu
ministério foi originalmente voltado apenas para judeus, sendo aberto para pessoas de
outros povos conforme chegavam a Ele (Mc 7.24-30). O próprio Jesus afirmou que veio
para cumprir a lei, não para aboli-la (Mt 5.17,18), e validou seus ensinamentos morais.
Quando analisamos os textos do Antigo Testamento, percebemos que a igreja, desde muito
cedo, abandonou diversas práticas do Antigo Testamento, em especial as celebrações.
A Páscoa foi mantida por causa do sacrifício de Jesus, mas as festas dos tabernáculos, da
lua nova e outras foram abolidas ( At 20.7; 1Co 16.2; Mc 2.23-28; Lc 14.1-6). A alimentação
foi liberada, mas desde que não fosse sacrificada a ídolos. Portanto, apesar da herança
judaica que o cristianismo recebeu, suas práticas religiosas foram abandonadas porque
eram meras sombras ou indicadores do que viria a acontecer na figura de Jesus Cristo (Cl
2.13-17).
Paulo afirma que todos morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo (v.4). Com a morte
do corpo e do pecado em Cristo Jesus, o judeu era liberto da lei para servir conforme o
novo modo do Espírito (v.6). Esse novo modo de vida leva o cristão a agir segundo a lei do
amor. Foi pelo prisma do amor que Jesus sintetizou toda a lei em apenas dois
mandamentos: amor a Deus e ao próximo como a si mesmo (Mt 22.36-40). Estes dois
mandamentos já existentes nas Escrituras (Dt 6.5; Lv 19.18), podiam ser desdobrados em
todos os outros existentes e lhes davam sentido.
Viver segundo a graça divina significa viver segundo o seu amor, permitindo que nossas
ações sejam conduzidas espontaneamente, e não como uma mera vivência ritualística.
A lei, então, é apresentada por sua função didática: como revelação do que é pecado, ou
seja, do que fere o padrão de conduta divino (v.7).
É impressionante perceber o sofrimento de Paulo em sua luta contra o pecado, ao afirmar
que ele possuía prazer na Lei de Deus, mas que seu corpo, guiado pela lei do pecado,
guerreava contra sua mente (v. 21-23), demonstrando possuir os mesmos conflitos que nós.
A lei, portanto, era insuficiente para fazê-lo vencer essa luta, sendo necessário um
libertador externo para ajudar Paulo (e a todos nós) a vencer esta luta (v.24). Este libertador
é o próprio Jesus Cristo.
Conclusão: A luta contra o pecado é um fato da vida cristã que não deve ser ignorado ou
menosprezado. Não há nível de maturidade cristã que venha a alijar completamente da
nossa vida este embate entre a carne e o espírito. Somente Jesus Cristo pode nos libertar.
“Aquele, pois, que pensa estar de pé, veja que não caia.” (1Co 10.12).
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
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ESTUDO | A Lei e a Graça no Ringue – Lição 07
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Ministério Responsável | MEC
Equipe Estudos MEC | Ellen S de Jesus, Catarina Damasceno, Christiane Ribeiro e Gandhi Giordano.