(Zacarias 11-14)
“O Senhor será Rei sobre toda a terra; naquele dia, um só será o Senhor; e um só será o
seu nome. Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão
de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos
Tarbenáculos.
(Zacarias 14.9,16)
Virtude: Submissão
Em Zacarias 11, o profeta emprega a imagem do pastor de ovelhas para retratar a vinda e
rejeição do Messias. Esta passagem também é uma crítica à liderança oficial da nação. Em
vez de cuidarem do povo de Deus, eles os usam para os seus próprios fins egoístas e
gananciosos (v.4,5). Diante disso, o próprio Senhor vem para liderar e cuidar do seu povo
(v.7). Ele fará isso pelo seu Pastor-Messias. Porém, a maioria da nação o rejeitará,
atribuindo-lhe o salário de 30 moedas de prata (v.12,13).
Por haverem rejeitado o Messias, serão quebradas as duas varas, representando a graça e
a união; e Israel será abandonado à sua própria sorte (v.10,14). O Senhor permitirá que
líderes insensatos e inescrupulosos assumam a liderança do povo (v.15-17). Porém, no
tempo certo, o Senhor também os punirá por isso (v.17). Assim, quando recusamos seguir
as orientações do Senhor e obedecer à sua palavra, ficamos entregues à nossa própria
sorte e colhemos os resultados das nossas escolhas erradas.
A expressão “naquele dia” se repete 16 vezes nos capítulos 12-14, indicando que o profeta
está anunciando eventos escatológicos, ou seja, que acontecerão no tempo do fim. A
profecia descreve uma conflagração mundial, na qual as nações se reunirão contra a cidade
de Jerusalém (v.2,3). Porém, o Senhor capacitará o seu povo e o salvará da invasão
inimiga, destruindo as nações que se lhe opuserem (v.7,8).
Em seguida, o profeta prevê um grande arrependimento e conversão por parte de toda a
nação (v.10-14). O Senhor derramará o seu Espírito sobre o seu povo e este se humilhará e
suplicará o perdão divino (v.10). Assim, eles se arrependerão profundamente por não terem
reconhecido e por terem rejeitado o ungido do Senhor (v.10).
Há a promessa de que, embora Israel como um todo tenha rejeitado o Messias, futuramente
toda a nação o aceitará humildemente (Rm 11.26,27).
O Senhor provará e purificará o seu povo como se prova um metal precioso (v.9). Depois
desse processo de purificação restará apenas o remanescente fiel (v.8), o qual se voltará e
invocará o nome do Senhor (v.9). Ao final desse processo doloroso de pecado, juízo e
purificação, o relacionamento entre o Senhor e o seu povo será completamente restaurado.
Portanto, quando pecamos contra Deus, violando a sua vontade e desobedecendo a sua
Palavra, nem sempre a restauração é rápida e fácil. Às vezes, para sermos restaurados
precisamos enfrentar longos períodos de dolorosa disciplina, até que o Senhor nos restaure
completamente.
No capítulo 14, o profeta retorna à descrição simbólica de uma batalha apocalíptica, com o
ajuntamento de “todas as nações para a peleja contra Jerusalém” (v.2). Porém, no tempo
certo o Senhor intervirá e pelejará em favor do seu povo (v.3). Será enviada uma maldição
contra todos os inimigos do povo de Deus (v.12-15). A passagem descreve a chegada do
Senhor sobre o Monte das Oliveiras, em frente de Jerusalém (v.4). Ele virá com todos os
seus anjos (v.5) para restabelecer seu reino universal e eterno (v.9).
O último parágrafo do livro de Zacarias apresenta o reino universal do Messias. “O Senhor
será Rei sobre toda a terra; {…}”. O texto descreve a ocorrência de mudanças climáticas e
topográficas (v.8,10). Porém, o elemento destacado na passagem é a adoração universal
prestada ao Senhor. Haverá um “remanescente” dentre todas as nações que participarão da
adoração a Deus (v.16). A celebração destacada na passagem é a Festa dos Tabernáculos.
A frase “Santo do Senhor” estava escrita na plaqueta de ouro que o sumo sacerdote usava
no seu turbante (Ex 28.36-38). A profecia significa que toda a realidade será consagrada ao
Senhor, mesmo as coisas mais simples como as companhias dos cavalos e as panelas da
cozinha (v.20,21). O livro de Zacarias termina com uma crítica em forma de promessa.
Conclusão: Cremos e esperamos a chegada de um tempo ideal, de completa felicidade e
harmonia entre todos.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
Estudo
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ESTUDO | O Trono Que Ninguém Pode Erguer- Lição 11
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