O Jardim da Restauração- Lição 10

(Zacarias 8-10)


“E há de acontecer, ó casa de Judá, ó casa de Israel, que, assim como fostes maldição
entre as nações, assim vos salvarei, e serei bênção; não temais, e sejam fortes as vossas
mãos. Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis aí te vem o teu Rei,
justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.”

(Zacarias 8.13;9.9)

Virtude: Esperança.
O Senhor mesmo se colocará em defesa do seu povo e habitará no meio dele (v.1-3). Israel
será restaurado à correta relação com Deus: eleição e aliança (v.8). Os exilados serão
trazidos de todas as partes do mundo para repovoar sua própria terra (v.7,8). O Senhor
mudará a situação do seu povo. O círculo vicioso de apostasia e juízo será quebrado, de
modo que o juízo se transformará em salvação, as maldições em bênçãos e a escassez em
prosperidade (v. 9-15). O Senhor declara que os dias do jejum de Judá se transformarão em
tempos de festas e de júbilo (v.18,19). Os israelitas liderarão a devoção e a verdadeira
adoração ao Deus verdadeiro (v.23), cumprindo assim o propósito de sua eleição (Gn 12.3).
Portanto, a destruição e a desolação das nações não é o fim da história.

Porém, há sempre a lembrança de que a restauração e a prosperidade não virão sem que o
povo se arrependa dos seus pecados, volta-se para o Senhor e adote práticas eticamente
corretas (v.16,17,19). Para que recebamos as bênçãos de Deus precisamos primeiramente
receber o Deus das bênçãos.

Novamente, o Senhor anuncia o juízo e a destruição contra todas as nações que
perseguiram e oprimiram o seu povo. A Palavra do Senhor, seja de bênção ou de juízo, é
como uma bala atirada que, invariavelmente, atingirá o seu alvo. Nenhuma nação, por mais
poderosa e orgulhosa que seja, pode se livrar da “sentença” de juízo proferida pelo Rei de
toda a terra. Não há potência mundial, povo ou pessoa tão poderosa que não esteja
debaixo do poder e da soberania de Deus. Ninguém escapa à obrigatoriedade de suas leis
e ao poder da sua Palavra. Mesmo aqueles que não acreditam Nele ou zombam de suas
reivindicações, certamente experimentarão seu juízo. Por outro lado, não há nação ou
indivíduo tão pecador que não possa ser alcançado pela graça e pela misericórdia do
Senhor.

As profecias de Zacarias não pretendem apresentar uma esquematização escatológica. As
mensagens aparecem de modo aleatório e intercalam eventos históricos com escatológicos.
Em Zc 9.9-17 encontramos, de modo poético, uma das mais claras profecias acerca da
vinda do Messias. Os moradores de Jerusalém são convocados a se alegrarem com a
chegada do seu Rei (v.9). Ele vem montado em um jumentinho e é qualificado como justo,
salvador mas humilde (pobre, de baixa condição social), (v.9). Diferentemente dos
imperadores e generais déspotas, Ele não virá em um cavalo branco para ser honrado e
servido, mas num jumentinho para servir e salvar o seu povo (Mc 10.45). Ele não virá para
impor seu domínio opressor sobre as pessoas, mas para restabelecer a paz e a harmonia
entre as nações (v.10). Embora Ele já tenha instaurado o reino de Deus espiritualmente no
coração daqueles que se submetem ao senhorio de Deus, haverá a implantação definitiva
desse reino por ocasião da sua segunda vinda, Tal reino terá caráter universal e eterno (Dn
2.44; 7,27; Mt 25.31-46).

O povo confiava em falsos deuses (v1), porém, o Senhor promete fazer aquilo que os ídolos
não haviam feito e nem podiam fazer (v.2). Os líderes são repreendidos porque não haviam
conduzido o povo pelo caminho correto, de acordo com a vontade do Senhor (v.3). Há a
promessa de que a “pedra angular”, pela qual o Senhor reconstruirá o seu povo, sairá da
tribo de Judá (v.4). No Novo Testamento, a metáfora da “pedra angular” é várias vezes
aplicada ao Senhor Jesus como o Messias Salvador do seu povo (At 4.11; Mt 21.42; 1Pe
2.6-8). O Senhor mesmo congregará o seu povo dentre todas as nações por onde foi
espalhado e o restaurará em sua própria terra. Como povo de Deus, precisamos confiar que
a nossa restauração e libertação virá somente Dele.

Conclusão: Não há situação tão desesperadora para a qual o Senhor não tenha solução.
Nossa esperança deve estar centrada totalmente em Deus e em sua ação salvífica em
nosso favor. Amém.


Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos

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