(Habacuque 1-3)
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os
campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais
não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.”
(Habacuque 3.17,18)
Conforme havia sido profetizado por Naum, Nínive foi destruída no ano 612 a.C.
Habacuque profetizou depois da destruição de Nínive, que a ameaça para Judá não era
mais a Assíria, mas, sim, os caldeus (Babilônia).
Porém, suas profecias devem ter sido proferidas antes da primeira invasão de Jerusalém
pelos babilônios, em 606, pois esse evento é anunciado no livro. Além disso, a descrição da
corrupção prevalecente em Judá não combina com o bom reinado de Josias. Portanto, a
data mais provável para a proclamação da mensagem de Habacuque é no reinado de
Jeoaquim, entre os anos 609 e 605 a.C.
Diferentemente dos demais profetas, o livro de Habacuque não tem uma mensagem dirigida
ao povo ou a qualquer nação, mas é o relato de um diálogo entre o profeta Samuel e o
Senhor a respeito de sua maneira de julgar o mundo, especialmente o seu próprio povo. O
profeta questiona Deus acerca da aparente impunidade da maldade humana e o Senhor lhe
respondeu anunciando seu juízo sobre os ímpios. Nesse sentido, embora seja um livro
profético, Habacuque também se encaixa bem na categoria de sapiencial.
Mediante a experiência do profeta, o livro nos ensina que quando a injustiça parece
prevalecer, e quando o juízo de Deus não nos parece muito apropriado, o crente deve
esperar e confiar na sabedoria e na perfeita justiça do Senhor.
O profeta sentia que Deus não estava dando atenção ao seu clamor por justiça (v.2). Ele
reclamava que “a justiça nunca se manifesta” e que ela “estava sendo torcida” em benefício
do perverso e contra o justo, de modo que a injustiça é que prevalecia absoluta (v.4).
Ao questionamento do profeta, o Senhor responde que a maldade de Judá seria julgada
mediante a invasão babilônica (v.5-11). O Senhor declara que não deixaria Judá impune por
seus pecados, mas que seu castigo já estava a caminho, na forma de uma poderosa e
terrível nação (v,6-11). Portanto, os caldeus seriam o instrumento de juízo de Deus contra a
pecaminosidade do seu povo.
Diante da resposta do Senhor, o profeta apresenta-lhe uma segunda queixa: Como um
Deus santo e justo pode utilizar instrumentos tão perversos para julgar o seu povo?
(v.12-17). Embora Habacuque reconhecesse que o povo de Deus não era justo, não
compreendia como o senhor poderia empregar uma nação tão vil e perversa (Babilônia)
como instrumento de sua disciplina (v.12).
Primeiramente, o Senhor responde ao profeta garantindo-lhe que o perverso jamais ficará
sem castigo, seja ele quem for (v.1-5). Deste modo, há a garantia de que o arrogante e
ganancioso não permanecerá diante do Senhor (v.5), “[…] mas o justo viverá por sua fé”
(v.4). Aqui, a palavra fé tem o sentido de “confiante dependência do Senhor, a despeito das
circunstâncias da vida”. Nesse sentido, o crente deve confiar e depender do Senhor embora
nem sempre consiga compreender o que acontece ao seu redor.
Todavia, os caldeus também seriam julgados pela sua própria maldade, presunção e
violência. Deste modo, ninguém ficaria impune por suas iniquidades. Todos, do menor ao
maior, mais cedo ou mais tarde, terão que responder por seus pecados.
Após obter a resposta de Deus às suas queixas, o profeta Habacuque expressa uma oração
de louvor e gratidão pela grandeza e majestade do senhor.
Embora ainda houvesse muita coisa que ele não conseguia compreender no modo de Deus
agir, ele havia compreendido a depender e confiar no Senhor, mesmo nos momentos mais
obscuros da caminhada.
Conclusão: Embora não consigamos compreender muita coisa no modo de Deus agir,
precisamos confiar na sua providência e governo. Devemos confiar que Deus é bom e sábio
o suficiente para nos conduzir pelo melhor caminho da vida. Amém.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos
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ESTUDO | Da Angústia à Fé- Lição 05
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