Não Desista da Jornada- Lição 04

(Apocalipse 3)

“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.”

(Apocalipse 3.11)
Virtude: Perseverança.

A igreja de Sardes não recebeu elogios, apenas repreensão (v.1,2), embora o texto mostre
que alguns crentes se mantiveram fiéis (v.4).
Sardes foi a capital da Lídia e alcançou grande prosperidade durante o reinado de Creso,
tornando-se uma das capitais mais importantes de sua época. Localizada em uma posição
estratégica, no alto de uma colina e protegida por fortes muralhas, seus habitantes
sentiam-se seguros e, praticamente, invencíveis. Essa sensação de autossuficiência
contribuiu para o desenvolvimento de uma cultura marcada pelo orgulho e pela
autoconfiança. Sardes era vista como de boa reputação, parecia viva porque era atuante e
bem-sucedida, mas, logo é mostrada a declaração de que os crentes viviam de aparência.
Apesar de ter a reputação de uma igreja forte e ativa, aquela congregação já estava quase
morta. Em Sardes, muitos se afastaram da vida de santidade, embora houvesse algumas
pessoas que permaneceram fiéis a Cristo. Crentes verdadeiros não se contaminam com o
mundo,
Jesus se apresenta à igreja de Sardes como aquele que tem os sete espíritos de Deus (Ap
1.4) e aquele que tem as sete estrelas (Ap 1.16). Ou seja, Jesus declara sua autoridade
divina sobre a igreja e seus líderes. Ele controla a igreja. Ele é quem reaviva a igreja por
meio do Espírito (v.1). O problema de Sardes era morte espiritual. Cristo é o que tem o
Espírito Santo, o único que pode dar vida. A igreja precisa se submeter a Cristo para ser
avivada ou enfrentará um sepultamento. A santidade agora é a garantia da glória futura
(v.5). Sem a santificação ninguém verá a Deus.
Filadélfia foi uma igreja que agrada ao Senhor (v.8). Embora tivesse pouca força, isto é,
fosse pequena, com poucos recursos e pouca influência, havia se mostrado forte. Ela era a
mais jovem das sete cidades.
A igreja de Filadélfia recebeu a aprovação do Senhor. Suas palavras revelam que a
comunhão com Cristo era a principal marca daquela congregação. A igreja deu testemunho
dessa relação espiritual que a fez ser conhecida por sua obra missionária. Jesus se
apresentou à igreja com três títulos (v.7): Aquele que é santo. Aquele que é verdadeiro.
Aquele que tem a chave de Davi (“chave” significa ter o controle de tudo). Jesus tem a
chave de Davi, a chave da salvação e da evangelização. Ninguém pode entrar quando Ele
fecha, isto é, Cristo é quem tem a chave e abre a porta, Se a porta é símbolo da
oportunidade da igreja, a chave é símbolo da autoridade de Cristo.

Laodiceia não recebeu um elogio sequer. Era uma igreja rica (v.17); participava da riqueza e
da prosperidade da cidade, mas, espiritualmente, era pobre. Laodiceia era o lar dos
milionários. Era a cidade de banqueiros e de transações comerciais.
O diagnóstico que Cristo faz da igreja: Laodiceia, igreja que perdeu os seus valores
(v.17,18); igreja que perdeu a sua visão (3.18b); igreja que perdeu sua investidura espiritual
(v.17-22); uma igreja irrelevante (Ap 3.15,16).
As sete igrejas recebem mensagens específicas, identificando o próprio Jesus: Éfeso: 2.1;
Esmirna: 3.1; Filadélfia: 3.7; Laodiceia: 3.14.
Como observado, sete vezes Jesus Cristo apresenta pessoalmente as mensagens dirigidas
às igrejas. Ao final de cada carta, porém, encontramos a exortação: “Quem tem ouvidos,
ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Essa associação revela a perfeita unidade entre Cristo
e o Espírito Santo na comunicação da revelação divina. O que Cristo anuncia a igreja, o
Espírito confirma, aplica e torna eficaz no coração dos ouvintes.
Entendemos que a igreja precisa ser um organismo vivo, e não apenas uma “pessoa
jurídica”. Líderes e igrejas na atualidade precisam resgatar a capacidade de “ouvir” o que o
Espírito continua dizendo à igreja.

Conclusão: Cristo faz um apelo pessoal. Ele coloca-se em frente da porta da igreja. Ele
bate. Ele deseja entrar. É uma visita do amado da igreja. Jesus espera que a igreja abra a
porta para que Ele entre e faça morada. O convite é para um relacionamento pessoal com
Cristo. É um convite para cear.

Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.


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