Prostrado Diante do Trono- Lição 05

(Apocalipse 4)

“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as
coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.”

(Apocalipse 4.11)
Virtude: Adoração

João viu uma porta aberta no céu (v.1). O Senhor Jesus é quem convida João para
contemplar e perceber os acontecimentos da majestade de Deus no seu reino. O Senhor
estará sempre com suas portas abertas em favor da sua igreja e dos seus servos. A “porta
aberta” representa Jesus, que é a porta que conduz à salvação (Jo 10.9). A “voz como
trombeta” é a voz do Senhor Deus que se dirige a João, e é forte como som de trombeta.
Quando João é conduzido até a porta, ele viu “um trono no céu com alguém assentado
sobre ele”. Com efeito, João contemplava Deus em seu trono celestial.
O trono é um lugar de honra, autoridade e julgamento. O trono é um símbolo da sabedoria
inabalável de Deus. Significa a majestade e a glória divina (Ex 19.16; Is 6.1; Sl 18.13-15).
Quando João olhou para o trono o descreveu em termos de brilho de pedras preciosas. Ele
era semelhante, no aspecto, à pedra de jaspe (a mais pura pedra, nenhuma poluição). E à
pedra sardônio. A pedra jaspe (branca) descreve a santidade de Deus e o sardônio
(vermelha), o seu juízo. Tal é Deus, santo e justo. O trono de Deus é de graça e
misericórdia (v.3). Ao redor do trono há um arco-íris semelhante ao aspecto de uma
esmeralda. O arco-íris é o símbolo da graça e misericórdia de Deus.
O trono de Deus é também um “trono de juízo” (v.5) – Os relâmpagos, as vozes e os trovões
são evidências do juízo e da ira divina. A graça vem antes do juízo. Na primeira vinda,
Jesus veio em graça; na segunda vinda, virá em juízo.
O trono de Deus é um trono de santidade, reverência e transparência (v.6) – Representado
pelo “mar de vidro”, ou seja, o trono de Deus é transparente como vidro, tudo é limpo, puro.
No céu não entra nada contaminado, porque Deus é santo.
“Sete espíritos de Deus” (v.5); e “sete espíritos” – O número 7 aplica-se ao Espírito Santo
para indicar que seu poder e sua autoridade são totais (Is 11.2,3).
“Sete tochas” – Uma referência a lâmpadas portáteis da antiguidade, simboliza a
participação na criação e revelação do Espírito de Deus (Sl 104,30).
“Os quatro seres viventes” (v.6-8) – Semelhante à descrição do profeta Ezequiel (Ez 1.5-16).
Têm olhos que mostram que podem ver muito além do que pensamos, trata da referência a
uma visão espiritual muito forte. As seis asas mostram a capacidade de voar e cobrir o
próprio corpo. E tinham olhos nas asas (Ez 10.12) é a demonstração de seres celestiais que
se movem com extrema rapidez.
A aparência dos quatro seres viventes apresenta os seguintes significados: a) leão: realeza
e o poder, conhecido por ser temível predador; b) novilho: em Ezequiel, o boi, conhecido

pela sua força, mas pacificador, daí ser denominado “novilho”; c) homem: símbolo de
inteligência e conhecimento; d) águia: simboliza a rapidez e a precisão da visão.
A visão dos “vinte quatro anciãos” (v.10,11): Eles são os que oferecem taças de incenso que
são as orações dos santos. Esta é a função dos anjos (Ap 5.8). Os anciãos aparecem junto
com os quatro seres ao redor do trono. Diante disso, conclui-se que os “vinte quatro anciãos
são seres angelicais” que participam do governo do universo, pois suas coroas de ouro e os
tronos sobre os quais estão transmitem essa ideia de governo, que está sob o comando do
Senhor.
Quanto à referência a “vinte e quatro anciãos” – O número é uma cifra completa, que sugere
os 12 patriarcas das tribos de Israel e os 12 apóstolos, simbolizando dessa maneira a
reunião dos salvos de todos os tempos (Ef 2.11-22). O termo “ancião” faz referência a
homens sábios que representavam o povo. E as “vestes brancas” representam a santidade
e pureza dos servos fiéis. As “coroas de ouro” representam o governo humano. Eles se
prostram diante do poder de Deus, e se rendem diante da majestade divina e depositam
suas coroas de ouro diante do Senhor em sinal de submissão. Destacando principalmente a
sua santidade : “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus […] (Ap 4.8,9).

Conclusão: Portanto, o Senhor precisa ser reconhecido como o Deus que está no trono, e
todos os crentes precisam estar prontos para adorá-lo declarando sua majestade sobre
todas as nações, e entender que Ele está no controle de toda a história. Amém.

Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos


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