(Sofonias 1-3)
“Buscai o Senhor, vós todos os mansos da terra, que cumpris o seu juízo; buscai a justiça,
buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do Senhor.”
(Sofonias 2.3)
Com o assassinato do seu pai Amon, Josias foi ungido rei da nação com apenas oito anos
de idade. Embora ele tenha sido um rei bom e temente ao Senhor, provavelmente as
influências da época dos reis Manassés e Amon prevaleceram na primeira parte do seu
reinado, enquanto ainda era menor.
Sofonias profetizou durante a primeira parte do reinado de Josias (1.1), provavelmente
antes das reformas religiosas empreendidas por esse rei, em 621 a.C. É provável que suas
pregações também tenham contribuído para que essas reformas tenham acontecido.
O profeta era filho de Cosi e bisneto do rei Ezequias (1.1). De acordo com esta informação
parece que Sofonias foi o único profeta que pertenceu à realeza judaica. A forma como ele
se refere à capital de Judá (1.4) e o conhecimento que demonstra possuir da região,
indicam que ele morava na cidade de Jerusalém. Sofonias foi contemporâneo dos profetas
Jeremias, Naum e Habacuque.
A mensagem enfatizada no livro de Sofonias é que o dia do Senhor está próximo e virá
como um acerto de contas tanto contra as nações estrangeiras quanto contra o próprio
Israel rebelde. As catástrofes que em breve aconteceriam eram apenas um prenúncio e
uma antecipação daquele grande e terrível dia.
Em sua vinda, o Senhor finalmente acertará as contas com todos aqueles que persistem em
viver em rebelião contra a sua vontade. Somente o arrependimento livrará Israel do juízo
que se aproxima.
Antes de julgar as nações, o juízo do Senhor iniciará pelo seu próprio povo (1Pe 4.17). Judá
e sua capital seriam exterminadas por causa de seus pecados (v.2-6). A nação havia
deixado de seguir ao Senhor para seguir os deuses de outros povos (v.6). Esse seria um
tempo de acerto de contas, no qual o Senhor castigaria todos os homens perversos
(v.7-18). Os ricos e poderosos também serão alcançados (v.11-18) e as riquezas não
poderão livrá-los das mãos do Senhor (v.18).
Os que viviam no pecado achavam que o Senhor estava passivo a todas as suas
iniquidades e que o juízo divino jamais alcançaria (v.12). Todavia, a profecia também têm
um aspecto escatológico (referente ao fim dos tempos), pois o Senhor marcou um dia em
seu calendário, no qual reunirá todos os povos para um grande acerto de contas. Todos,
grandes e pequenos, terão que se apresentar diante Dele e responder por suas ações (Ap
20.11-15).
O dia do Senhor também trará juízo contra todas as nações rebeldes e perversas,
especialmente aquelas que perseguiram e oprimiram o povo de Deus. Embora essas
nações tenham sido usadas pelo Senhor para disciplinar Israel e Judá pelos seus pecados,
elas também serão julgadas pela sua própria maldade e violência. A Filístia (2.1-7), Moabe
e Amon (2.8-11), a Etiópia (2.12) e a Assíria (2.13-15) estão incluídas nesse juízo. Na
verdade, nenhuma nação escapará desse grande Dia de acerto de contas (v.6-8).
Buscar a justiça, buscar a humildade (v.3) é o único modo de agradar ao Senhor (1Pe 5.5b).
Por isso, os bem-sucedidos, do ponto de vista do reino de Deus, são “os humildes”, os
oprimidos, “os mansos”, os injustiçados, “os misericordiosos”, “os limpos de coração”, “os
pacificadores” e “os perseguidos” (Mt 5.1-12).
O juízo é necessário, porém, após o juízo, o Senhor promete a restauração, não apenas do
seu povo, mas também de todas as nações (v.8-20). O profeta Sofonias anuncia a
congregação futura das nações estrangeiras, as quais virão para adorar ao Senhor em
Jerusalém (v.9,10). Para tal, seus corações serão transformados e seus lábios purificados
(v.9-13). Israel também será congregado (v.20) e o povo espiritualmente renovado para
servir corretamente ao Senhor (v.13). O próprio Deus reinará sobre eles e os apascentará
com amor (v.13,15,17).
Conclusão: É na humildade que reconhecemos nossa dependência de Deus e encontramos
a atitude correta para buscá-lo e permanecer firmes em sua presença. Amém.
Catarina Damasceno – Equipe de Estudos e Resumos.
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ESTUDO | Da Angústia à Fé- Lição 05
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